Qual é o melhor Regime de Tributação para a sua empresa?

A resposta para essa pergunta é de vital importância para os gestores empresariais, pois a escolha indevida de um Regime de Tributação pode anular qualquer esforço feito na operacionalização do negócio.

A Legislação Brasileira oferece vários regimes de tributação que devem ser analisados e ponderados antes da escolha daquele que melhor se adapte ao seu negócio. Em linhas gerais, são três os mais conhecidos e escolhidos pelas empresas: Regime de Tributação pelo Lucro Real Trimestral, Regime de Tributação pelo Lucro Presumido e Simples Nacional.

Em que eles diferem? Embora algumas atividades sejam exclusivas de alguns deles, o faturamento (Receita Tributável) já se torna um indicativo limitante para a flexibilização da opção. Empresas com faturamento de até R$ 4.800.000,00/ano podem estar alocadas no Simples Nacional. Se acima desse valor e até R$ 78.000.000,00/ano, alocam-se na opção pelo Lucro Presumido ou Lucro Real Trimestral. A partir desse valor (R$ 78.000.000,00), a exigibilidade é pelo Lucro Real e suas variantes, ou seja, Balancete Suspensão ou Estimativa.

Além dessas, outras condicionantes devem ser consideradas no momento da escolha, a qual envolve outros parâmetros de relevância que afetam o resultado da empresa. A escolha deve considerar não somente a questão numérica (valores monetários), mas também os elementos que envolvem os relacionamentos comerciais dos envolvidos. Explico: a escolha de um regime de tributação em detrimento de outro – por se pagar menos tributo com o escolhido sem levar em consideração que esse escolhido não oferece condições para o cliente recuperar alguns dos tributos pagos pela compra – pode afastar o cliente de seu negócio, pois as empresas prezam pela possibilidade de recuperação de tributos nas compras.

Com isso, é imperativo, nesse período, a conversa com o profissional de contabilidade de seu negócio para que, em conjunto, se verifiquem quais são as possibilidades existentes na legislação tributária para que se escolha o regime de tributação adequado para o seu negócio, evitando, assim, o aumento da carga tributária que comprometa o resultado de sua empresa.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

João Daniel Quagliato,

Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças,

Consultor Econômico-Financeiro e

Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

Os Agentes do Negócio

Quando se analisa a estrutura de uma organização focada nos agentes operacionais que se movimentam dentro dessa estrutura, podemos pontuar quatro deles, que são extremamente importantes para o bom andamento dos negócios e que devem ser motivo de atenção para que se alcance o sucesso no crescimento/desenvolvimento sustentável do negócio. São eles: Funcionários, Fornecedores, Clientes e Fluxo de Caixa.

Os Funcionários devem ser comprometidos com a organização, e, para que esse comprometimento aconteça, esses funcionários devem ter conhecimento de quais são os objetivos e as metas para o negócio. Não há como se comprometer com uma causa quando não se tem conhecimento dos pontos importantes dela.

O segundo agente importante são os fornecedores da empresa. As matérias-primas para a fabricação dos produtos da empresa e/ou as mercadorias que se compram para revender devem estar no nível de qualidade exigida para seus produtos a fim de que o terceiro agente do negócio – o(a) cliente – esteja sempre satisfeito.

O último agente – ressalte-se que eles não estão dispostos por ordem de importância – é o Fluxo de Caixa. A movimentação dos fluxos financeiros do negócio deve estar alinhada com os outros três agentes, pois quando há insuficiência de recursos financeiros no negócio, três consequências imediatas (ou em curto, médio ou longo prazo) podem surgir: os salários dos colaboradores podem ser desmotivadores para que tenham um grau de comprometimento aceitável; os melhores fornecedores podem atrasar o envio dos pedidos; e os clientes podem fugir em função de uma política de crédito desfavorável aos seus interesses.

Finalizando, é de suma importância que esses agentes (funcionários comprometidos, fornecedores qualificados, clientes satisfeitos e fluxo de caixa) da organização estejam relacionados entre si, a fim de que se crie um ambiente favorável no negócio objetivando seu crescimento/desenvolvimento sustentável.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

João Daniel Quagliato, Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

A sua empresa está preparada para 2021?

O ano de 2020 está se encerrando, e este é o momento ideal para que você avalie a performance do seu negócio. Para isso, é importante que tenha um grau considerável de confiança na veracidade das informações operacionais geradas durante o ano, demonstrando a visibilidade do negócio na busca da sustentabilidade do crescimento/desenvolvimento.

Uma ferramenta importante para realizar essa análise é a Auditoria Operacional nas informações de natureza econômico-financeira, sejam elas segmentadas em períodos mensais, trimestrais, semestrais, sejam elas consolidadas para o período dos doze meses.

Essa Auditoria Operacional mensura os reflexos das atividades operacionais da empresa nos resultados econômico-financeiros utilizando-se dos conceitos da Eficiência, da Eficácia e da Economicidade, evidentemente dentro do contexto empresarial.

Qualquer negócio, para que se preze, possui um planejamento das operações objetivando resultados. Em linhas gerais, a análise pela eficiência contribui para demonstrar se o planejado foi executado; a análise pela eficácia aponta se os objetivos foram atingidos; e a análise pela economicidade verifica a relação custo/benefício. Caso os objetivos não tenham sido atingidos, a Auditoria Operacional vai demonstrar as causas internas que prejudicaram os resultados e/ou as influências negativas provocadas pelas causas externas.

Essa prática utilizada pela Auditoria Operacional permite que se conheçam possíveis erros cometidos na consecução dos objetivos do negócio para que sejam corrigidos. Além disso, permite a elaboração de cenários e tendências para os próximos anos utilizando-se de projeções lastreadas no conhecimento das movimentações operacionais da empresa.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema para aplicar essa filosofia em seu negócio, entre em contato conosco para podermos ajudar a sua empresa no crescimento/desenvolvimento sustentável.

João Daniel Quagliato, Contador, Economista,

Pós-Graduado em Contabilidade de Finanças, Articulista, Professor e Coordenador de Pós Graduação na Área de Negócios.

www.quagliatoconsultoria.com.br/blog

joaodaniel@quagliatoconsultoria.com.br

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Contabilidade: Da Autópsia ao Diagnóstico: Uma Reflexão Revisitada

Dias atrás, revendo alguns materiais antigos, deparei-me com o conteúdo de uma palestra que realizei para um grupo de mais de cem jovens do curso de Técnico em Contabilidade de uma escola pública. Na ocasião, estavam também presentes alguns professores da área. O tema da palestra era: “O profissional da contabilidade dentro de uma nova perspectiva organizacional”. O susto foi enorme quando percebi que já haviam se passado mais de vinte anos.

Na época, a exposição foi iniciada com uma reflexão sobre as novas configurações que estavam acontecendo nas organizações e a necessidade de esse profissional, num primeiro momento, se adaptar aos processos de mudança para que, em seguida, fosse possível fazer parte daqueles que estudam e implementam alterações de rumo na vida dessas organizações. Foi enfatizado que se enganam aqueles que enxergam o dia a dia desse profissional de forma estática. Alertou-se, com isso, da necessidade de um maior engajamento desse profissional para que tenha uma presença relevante nas decisões das empresas. Como? Valorizando as Demonstrações Contábeis, os Relatórios Internos delas extraídos e criando meios de divulgação da importância de seu trabalho.

Com isso, o ponto a ser abordado, nesta reflexão, que chamou a atenção daqueles jovens foi o da Contabilidade “voltada para o futuro”. Olhando para um passado não muito distante, é possível se lembrar dos processos manuais aos quais era submetida a elaboração das Demonstrações Contábeis. Uma grande quantidade de colaboradores era colocada à disposição do “departamento contábil”, como era, à época, conhecido. A questão envolvida não era o tempo da elaboração, e sim a visão de passado que não somente essas Demonstrações Contábeis carregavam, como também aqueles que a elaboravam e que delas faziam uso. As decisões eram, na maioria das vezes, tardias, isso quando ocorriam. Eram baseadas em relatórios numericamente ultrapassados, que mostravam situações ocorridas meses antes. Isso, em se tratando de Brasil, era péssimo, principalmente pelos altos índices inflacionários que o País amargurou.

Antes do aparecimento da informática, os processos manuais foram substituídos pelos métodos mecanizados que, de certa forma, trouxeram um dinamismo maior aos profissionais. Depois, com o surgimento do software, os meios mecanizados se tornaram obsoletos, tendo sido substituídos.

Os colaboradores deram lugar aos computadores, e as Demonstrações Contábeis foram sendo elaboradas em tempo aceitável. Mas o que mudou? Nada, se não há mudança na visão daqueles que as elaboravam e na dos usuários. As mudanças ocorridas nos meios utilizados para a realização das tarefas na ordem manual mecanizada e depois com os computadores possibilitaram para que fossem feitos os mesmos relatórios, só que a cada estágio de forma mais rápida e ágil.

Por si só, a tecnologia não se encarrega de promover as mudanças necessárias, possibilitando encontrar ambientes favoráveis a uma melhor participação, simplesmente pelo fato de se estar sendo mais ágil nas tarefas. O que ela traz é um ganho de escala e, de certa forma, a escolha do tempo de transmissão das informações. Ou seja, que as decisões podem ser tomadas em tempo oportuno, em qualquer lugar do mundo em que a organização esteja inserida pelo fato de o fluxo de informação ser mais rápido.

Existe um pensamento interessante que enfatiza que “o olhar para o futuro constrói os passos do presente”, pensamento esse que poderia fazer parte do dia a dia de cada um dos profissionais. Da mesma forma como foi uma novidade para aqueles jovens alunos saberem que é possível e devem-se realizar simulações empresariais com projeções daquilo que se pretende atingir num futuro bem próximo, e que é perfeitamente possível traduzi-las para uma linguagem contábil de fácil compreensão, existem aqueles que ainda ignoram a importância da Contabilidade como instrumento de tomada de decisão.

É importante destacar que, quando se fala de futuro, não se está arriscando com formulações extraídas do vazio nem que sejam frutos dispersos da imaginação. A questão aqui se refere a algo que, pela experiência associada às novas configurações do mercado em que se está inserido, e ponderando o contexto econômico-financeiro, possua credibilidade para que, com reduzida margem de erro, se torne realidade. 

Com o futuro vem associada a estratégia. As organizações estão hoje empenhadas em adotar estratégias não só para se manterem em seus segmentos de mercado, mas também para que, em alguns casos, saiam na frente da concorrência. Isso exige escolhas, e as escolhas precisam estar fundamentadas em informações. O autor de Estratégia Competitiva, Michael Porter, nos lembra que “uma boa estratégia deve estar relacionada com a evolução da estrutura industrial e com a posição particular da empresa dentro daquela indústria”.

Pergunta: Quantos de vocês conseguiram encontrar o papel da Contabilidade nessa posição de Porter? Ela é, quase em sua totalidade, fundamentada no papel desempenhado pelas Demonstrações Contábeis. De que forma conhecemos a evolução da estrutura da organização? Como saberemos a posição dessa organização dentro de um segmento industrial da economia?

O processo de mudança pelo qual está passando tem muito a ver com as novas necessidades dos usuários das informações prestadas pela Contabilidade. O acompanhamento e o engajamento, nesse processo, são de vital importância para esse profissional como fornecedor de informações e participantes nos projetos que visam melhorar a performance da organização.

Ressalte-se que as mudanças tornam a ocorrer quando, novamente, as necessidades dos usuários mudam, e o profissional da Contabilidade deve estar preparado para assessorá-los se conseguir fazer uma leitura compreensiva dessas mudanças, a fim de apresentar novos métodos que permitam realizar uma avaliação mais adequada, mostrando novos caminhos para a organização.

É importante ressaltar que, no decorrer de grandes mudanças que ocorrem na sociedade, provocadas por agentes de natureza econômica, financeira, social e sanitária, dentre outras – como esta que o mundo enfrenta atualmente –, um dos grandes desafios da Contabilidade continuará sendo o de levar aos seus usuários informações relevantes de caráter útil e necessário, e que possam transmitir uma percepção de futuro, garantindo tomada de decisões, e que possam trazer às organizações um ambiente favorável ao desenvolvimento/crescimento sustentável. Isso é olhar para o futuro!    

João Daniel Quagliato, Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios. 

Você realmente conhece o seu negócio?

Sempre que convidado, para uma visita a um(a) cliente em potencial, procuramos, inicialmente, fazer algumas perguntas que são necessárias para que tenhamos uma compreensão da performance daquela empresa e para avaliarmos o grau de conhecimento que o(a) proprietário(a) possui de seu próprio negócio. Em linhas gerais, são sete perguntas básicas que qualquer empresário(a) deve saber responder sobre o seu negócio. São elas:

1.a Você realmente conhece seu negócio?

2.a Qual é a Receita de Vendas Ideal?

3.a Qual é o Regime de Tributação adequado?

4.a Qual é o nível de Custo Compatível para o produto e/ou a mercadoria?

5.a Qual é a Despesa Adequada?

6.a Qual é o Lucro Possível?

7.a Qual é o Nível de Caixa Confortável?

Depois da impressão inicial, o próximo passo é formular estratégias, junto com o(a) cliente, a respeito de como atingir o crescimento/desenvolvimento sustentável da empresa. Para isso, é imperativo que se faça, primeiramente, o Diagnóstico e a Elaboração do Planejamento Econômico-Financeiro determinando os objetivos e as metas alinhados com o mercado em que a empresa está inserida.

A seguir, promove-se o Acompanhamento dos agentes (receita, tributos, custos e despesas) que determinam o resultado com análises do previsto/real, em que verificamos a necessidade de correções no plano estabelecido, consideramos as influências ocorridas pelos ambientes interno e externo e, se necessário, fazemos as correções para realinhamento dos objetivos a serem alcançados.

Caso tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudar você.

João Daniel Quagliato. Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.