Pense em Você Primeiro!

Esse título pode soar arrogante para você, mas é isso mesmo. Em se tratando de negócios, pense em você primeiro, mas me deixe explicar do que se trata. Não estamos nos referindo à filosofia de relação comercial ganha/perde, ou seja, para você ganhar, o outro precisa perder. Nada disso! Aliás, você deve sempre optar pela relação ganha/ganha, em que ambos sairão ganhando, ou melhor, satisfeitos.

Durante o período que você escolhe para avaliar a performance de seu negócio – mensal, trimestral, semestral, anual ou outro qualquer –, vários fatos econômicos e financeiros se movimentam e geram um resultado aplicando-se a seguinte equação lógica do mercado:

Receita (-) Tributo (-) Custo (-) Despesa (=) Lucro

Note que pelo esforço de vendas de sua empresa se obtém uma Receita. Sobre essa Receita e outros fatos geradores, ocorre a incidência do Tributo. Além desses, ocorrem o Custo do produto ou da mercadoria, as Despesas e, finalmente, o Lucro. Por que o Lucro fica no final da equação? Por que você enxerga a equação lógica do mercado dessa forma. Então você pergunta: De que outra forma posso enxergá-la?

Certa vez, ouvi de um empresário que o lucro não é o objetivo da empresa. O lucro tem de ser visto como obrigação para qualquer empreendimento e, principalmente, dentro de uma economia de mercado. Não dá para você discordar da visão de negócios que esse empresário manifestou, pois é imperativo que, antes de você construir uma empresa, deve elaborar um Plano de Negócios que demonstrará se existe potencial de lucros para que, definitivamente, prossiga com o projeto.

Com o “sinal verde” para prosseguir, você deve mudar seu paradigma da equação lógica de mercado para:

Receita (-) Lucro (=) Tributo (+) Custo (+) Despesa 

Com o retorno desejado já estabelecido, você administra seu negócio com os mesmos agentes, porém com uma mentalidade focada no recebimento do Lucro antes dos pagamentos dos Tributos, dos Custos e das Despesas. Sucesso!!!!!!!

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

João Daniel Quagliato, Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

Você sabe a diferença entre Lucratividade e Rentabilidade?

Em linhas gerais, esses dois conceitos utilizam o lucro da empresa como referência para serem dimensionados, porém eles trazem informações diferentes para os envolvidos no negócio.

Enquanto a Lucratividade mostra sua performance no resultado em relação às receitas da empresa, a Rentabilidade indica para o empresário (investidor) qual foi o retorno da empresa em relação ao seu capital investido.

Podemos dizer que esses índices atendem às necessidades de informação de dois agentes do negócio: o gestor e o investidor. O primeiro se baseia na Lucratividade para saber quanto obteve de retorno em relação ao valor faturado, e o segundo, qual foi o retorno pelo investimento feito no negócio. Este deve comparar o retorno obtido com qualquer outra alternativa de aplicação para referenciar a escolha feita.

Vamos exemplificar! Um investidor monta um negócio próprio no qual investe R$ 240.000,00. No mesmo ano, seu empreendimento faturou R$ 1.200.000,00. Com esse negócio, ele obtém um lucro de R$ 120.000,00. Qual foi a Lucratividade e qual foi a Rentabilidade desse investimento?

A empresa obteve uma Lucratividade de 10,00% [(R$ 120.000,00 / R$ 1.200.000,00) x 100,00%], indicando que, do valor faturado pela empresa e descontados os tributos, os custos e as despesas operacionais, será disponibilizado esse montante para que seja definido se haverá reinvestimentos no próprio negócio ou se ele será distribuído para o investidor (proprietário). Essa decisão depende, conforme já explicado em tela, da rentabilidade que outras alternativas de investimentos possam oferecer.

Em relação à Rentabilidade, ela apresenta um retorno de 50,00% [(R$ 120.000,00 / R$ 240.000,00) x 100,00%] sobre o capital investido. Esse referencial possibilita àquele que investe seu patrimônio conhecer o posicionamento do retorno desse investimento em relação às demais alternativas que estavam disponíveis naquele momento.

Esperamos que, com essas explicações, você consiga administrar seus negócios e seu patrimônio de forma adequada, sempre objetivando a sustentabilidade dos negócios e agregar valor ao seu patrimônio.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

João Daniel Quagliato, Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

Reduza as Despesas (*)

Antes de iniciarmos nossa reflexão, é importante destacarmos que, para facilitar o entendimento dos valores que são consumidos na empresa, devemos separar os recursos dispendidos na organização entre Custos e Despesas. Os primeiros já fizeram parte do nosso artigo “Controle os Custos”, publicado em www.quagliatoconsultoria.com.br/blog, e são aqueles itens consumidos diretamente na fabricação dos produtos ou na prestação de serviços, quando se tratar de uma indústria e/ou de uma prestadora de serviços. Lembre-se de que são considerados custos também as mercadorias adquiridas para revenda, bem como todo desembolso financeiro que se faz com fretes, seguros e outros para recepcionar essas mercadorias e deixá-las disponíveis para revenda.

As despesas – valores que ocorrem para atender às necessidades na administração do negócio, no suporte das vendas, na entrega desses produtos e/ou em mercadorias e outros –, embora precisem existir, devem ser calibradas em função das necessidades do ramo de atividade da empresa.

Como fazer isso? Essa é a questão crucial. Mesmo não havendo um padrão de procedimento para a reduzi-las, você pode fazer uma lista de todas as despesas existentes em sua empresa. Em seguida, deve alocá-las em blocos de atividades. Por exemplo: Despesas com os Sócios/Quotistas; Despesas com a Administração; Despesas com o Pessoal – exceto aquelas que já foram consideradas como custos; Despesas com Assessorias/Consultorias; Despesas com Manutenções; Despesas Gerais Operacionais; Despesas Tributárias; Despesas Financeiras e outras.

Depois, elabore um mapa de distribuição dessas despesas. Com os blocos alocadores de despesas, elenque, analiticamente, as despesas que fazem parte de cada bloco. Explico! No bloco de manutenções, você tem: manutenção de instalações, manutenção de computadores, manutenção de impressoras, manutenção de veículos, manutenção de máquinas e equipamentos e outras. Essa distribuição vai depender do nível de informações que você pretende ter para conhecer melhor sua empresa e visualizar “como” esses blocos de despesas se movimentam em relação à receita da empresa.

Outro ponto positivo a ser destacado é que esse procedimento permitirá que você encontre quais são as despesas estratégicas e quais são aquelas que não são estratégicas para o seu negócio, ou seja, aquelas que, sendo aumentadas – voluntária ou involuntariamente –, alavancam suas receitas ou melhoram o atendimento ao cliente, ou aquelas que simplesmente provocam um aumento no total de despesas sem promoverem nenhuma melhora no nível de vendas.

Ressaltamos, ainda, que, com essas mudanças, você poderá conhecer as despesas que agregam valor ao seu negócio e aos seus clientes e aquelas que não agregam valor algum.

Com isso, certamente você terá gratas surpresas em relação a cada uma das despesas e poderá reduzi-las sem modificar o bom atendimento ao seu cliente.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

(*) Este artigo faz parte da série Estratégias para Aumentar o Lucro da sua Empresa, do mesmo autor.

João Daniel Quagliato, Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

Acorde!!!!!!! Desfrute de seus rendimentos! (*)

O título do artigo é ousado, mas é isso mesmo! É a arte de você desfrutar de rendimentos que recebe a cada período. Isso depende de como os rendimentos chegam até você: semanalmente, quinzenalmente, mensalmente ou outro referencial de tempo qualquer. Não importando em que época eles cheguem, você vai adequar os ensinamentos adquiridos de acordo com “sua” realidade.

Em nosso artigo “Como distribuir seus rendimentos para conquistar a Liberdade Financeira” (www.quagliatoconsultoria.com.br/blog), informamos que passaríamos, conforme possível, a refletir sobre cada um dos seis blocos contemplados naquele texto. Iniciaremos nossa jornada refletindo sobre a necessidade de você desfrutar de seus rendimentos criando um ambiente favorável para que sinta prazer em seu trabalho e entenda que ele permite você desfrutar das coisas boas da vida.

Quem nunca disse ou ouviu esta frase: “Trabalho somente para pagar contas”? Interessante que, na maioria das vezes, essas contas não têm nada a ver com viagens, passeios, lazer nem outras oportunidades que permitam que você desfrute de seus rendimentos, os quais foram trabalhosos para serem conquistados. Esse “desabafo” está sempre ligado às contas que se avolumam numa intensidade maior do que sua capacidade de encontrar recursos para quitá-las. E, ao final, o que sobra para que você desfrute do resultado do trabalho? Nada!

Creio que você deva estar pensando, neste momento: No “final das contas”, se já me faltam recursos para quitar todas os meus gastos correntes, como farei para ter esse privilégio de gastar parte de meus rendimentos? Entenda o seguinte: Com essa mentalidade, você cria um círculo vicioso que alguns chamam de “caminho do rato”, que torna você prisioneiro de uma situação que parece não ter fim. É importante que você mude essa forma de pensar, ou, conforme alguns preferem, “é tempo de os paradigmas mudarem”.

Para isso, neste primeiro bloco você estará dando um passo muito importante, pois partirá de uma situação na qual tem em mente que seus recursos são insuficientes, ou seja, se eles já não conseguem quitar todas as contas normais do mês, como você fará para separar um percentual de seus rendimentos líquidos, a fim de que desfrute daquilo que esse percentual consegue comprar para sua satisfação? Além disso, como você conseguirá quitar todas as contas normais do mês?

Embora sejam muitos os questionamentos em relação a esse ponto de partida, você terá de acreditar, dar o primeiro passo e seguir em frente. No primeiro mês, haverá muitas dúvidas sobre como ficarão as contas normais, porém, à medida que você for desfrutando de uma parte de seus rendimentos para gastar consigo mesmo(a), estará incorporando esse novo hábito em seu cotidiano, o qual o(a) posicionará para aumentar suas receitas, diminuindo gastos excessivos e eliminando gastos que sejam desnecessários.

A ideia intrínseca não é de “dar calote” nas demais contas. Longe disso! O que se pretende é estimular sua criatividade para dimensionar seus gastos em relação a seus rendimentos líquidos e distribuir esses rendimentos em blocos de contas que lhe permitam administrar melhor seus recursos.

Ressaltamos que os blocos divisórios e seus referidos percentuais propostos naquele artigo não precisam ser seguidos. Você tem suas peculiaridades, mas há uma necessidade imperativa de você ter um planejamento financeiro, a fim de que tenha também condições de alcançar seus objetivos, o que lhe permitirá ter uma vida plena.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

(*) Este artigo faz parte da série “Como distribuir seus rendimentos para conquistar a Liberdade Financeira”, do mesmo autor e já publicado neste blog.

João Daniel Quagliato, Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

Controle os Custos

Muito se tem falado, ultimamente, no meio empresarial, a respeito da redução de custos. É ponto importante quando se atua numa economia de mercado em que uma empresa precisa vender seu produto com as mesmas qualificações em relação ao produto de seu concorrente, praticando um preço menor, ou, então, vendê-lo pelo mesmo preço, porém com qualidade melhor. Em linhas gerais, podemos chamar isso de Vantagem Competitiva em Custos.

Alguns defendem a máxima de que “custo é como unha: precisamos cortar sempre”. Esse pensamento, quando aplicado corretamente, cria um ambiente favorável na organização para que os orçamentos corporativos tenham predominância na condução dos negócios, pois, quando se orienta em diretrizes estabelecidas no Plano de Negócios ou no Plano Revisional de Negócios, fica mais provável a obtenção dos objetivos estabelecidos.

Existem outros dois pontos importantes e que merecem ser destacados nesta reflexão. O primeiro é a separação entre custos e despesas. Enquanto os custos contemplam todos os insumos necessários para a fabricação do produto, as despesas se referem aos itens necessários para administrar, vender e entregar os produtos. O segundo ponto é separar os custos em três grandes blocos: Mão de Obra Direta (colaboradores que trabalham diretamente na produção), Materiais Diretos (insumos que são transformados ou acoplados aos produtos) e Custos Indiretos de Fabricação (tecnologia e outros itens). Esses últimos, embora não sejam identificáveis aos produtos, tornam-se necessários para a operacionalidade da produção.

Com isso, você terá condição de saber qual é a participação de cada bloco no custo total do produto e da participação de cada item no custo total do bloco de custos. Com essa clareza, a sua visibilidade do desenho estrutural dos custos da empresa será maior e tornará possível conhecer como eles se movimentam dentro do processo produtivo.
Com certeza, promovendo essas iniciativas, você terá uma visão melhor de seus custos e poderá controlá-los de forma eficaz, aumentando o lucro de sua empresa.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

(*) Este artigo faz parte da série Estratégias para Aumentar o Lucro da sua Empresa, do mesmo autor.

João Daniel Quagliato, Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.