Você sabe a diferença entre Lucratividade e Rentabilidade?

Em linhas gerais, esses dois conceitos utilizam o lucro da empresa como referência para serem dimensionados, porém eles trazem informações diferentes para os envolvidos no negócio.

Enquanto a Lucratividade mostra sua performance no resultado em relação às receitas da empresa, a Rentabilidade indica para o empresário (investidor) qual foi o retorno da empresa em relação ao seu capital investido.

Podemos dizer que esses índices atendem às necessidades de informação de dois agentes do negócio: o gestor e o investidor. O primeiro se baseia na Lucratividade para saber quanto obteve de retorno em relação ao valor faturado, e o segundo, qual foi o retorno pelo investimento feito no negócio. Este deve comparar o retorno obtido com qualquer outra alternativa de aplicação para referenciar a escolha feita.

Vamos exemplificar! Um investidor monta um negócio próprio no qual investe R$ 240.000,00. No mesmo ano, seu empreendimento faturou R$ 1.200.000,00. Com esse negócio, ele obtém um lucro de R$ 120.000,00. Qual foi a Lucratividade e qual foi a Rentabilidade desse investimento?

A empresa obteve uma Lucratividade de 10,00% [(R$ 120.000,00 / R$ 1.200.000,00) x 100,00%], indicando que, do valor faturado pela empresa e descontados os tributos, os custos e as despesas operacionais, será disponibilizado esse montante para que seja definido se haverá reinvestimentos no próprio negócio ou se ele será distribuído para o investidor (proprietário). Essa decisão depende, conforme já explicado em tela, da rentabilidade que outras alternativas de investimentos possam oferecer.

Em relação à Rentabilidade, ela apresenta um retorno de 50,00% [(R$ 120.000,00 / R$ 240.000,00) x 100,00%] sobre o capital investido. Esse referencial possibilita àquele que investe seu patrimônio conhecer o posicionamento do retorno desse investimento em relação às demais alternativas que estavam disponíveis naquele momento.

Esperamos que, com essas explicações, você consiga administrar seus negócios e seu patrimônio de forma adequada, sempre objetivando a sustentabilidade dos negócios e agregar valor ao seu patrimônio.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

João Daniel Quagliato, Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

Controle os Custos

Muito se tem falado, ultimamente, no meio empresarial, a respeito da redução de custos. É ponto importante quando se atua numa economia de mercado em que uma empresa precisa vender seu produto com as mesmas qualificações em relação ao produto de seu concorrente, praticando um preço menor, ou, então, vendê-lo pelo mesmo preço, porém com qualidade melhor. Em linhas gerais, podemos chamar isso de Vantagem Competitiva em Custos.

Alguns defendem a máxima de que “custo é como unha: precisamos cortar sempre”. Esse pensamento, quando aplicado corretamente, cria um ambiente favorável na organização para que os orçamentos corporativos tenham predominância na condução dos negócios, pois, quando se orienta em diretrizes estabelecidas no Plano de Negócios ou no Plano Revisional de Negócios, fica mais provável a obtenção dos objetivos estabelecidos.

Existem outros dois pontos importantes e que merecem ser destacados nesta reflexão. O primeiro é a separação entre custos e despesas. Enquanto os custos contemplam todos os insumos necessários para a fabricação do produto, as despesas se referem aos itens necessários para administrar, vender e entregar os produtos. O segundo ponto é separar os custos em três grandes blocos: Mão de Obra Direta (colaboradores que trabalham diretamente na produção), Materiais Diretos (insumos que são transformados ou acoplados aos produtos) e Custos Indiretos de Fabricação (tecnologia e outros itens). Esses últimos, embora não sejam identificáveis aos produtos, tornam-se necessários para a operacionalidade da produção.

Com isso, você terá condição de saber qual é a participação de cada bloco no custo total do produto e da participação de cada item no custo total do bloco de custos. Com essa clareza, a sua visibilidade do desenho estrutural dos custos da empresa será maior e tornará possível conhecer como eles se movimentam dentro do processo produtivo.
Com certeza, promovendo essas iniciativas, você terá uma visão melhor de seus custos e poderá controlá-los de forma eficaz, aumentando o lucro de sua empresa.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

(*) Este artigo faz parte da série Estratégias para Aumentar o Lucro da sua Empresa, do mesmo autor.

João Daniel Quagliato, Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

Cuidado com os Tributos!

O Brasil é o país que possui uma das maiores cargas tributárias do planeta em termos nominais. Essa carga fica ainda mais pesada quando analisada de forma relativa, ou seja, quando se relacionam os valores pagos com o retorno à sociedade.

A legislação tributária brasileira contempla em torno de 90 tipos de tributos e 6 regimes de tributação para as pessoas jurídicas. Toda essa parafernália tributária requer um exército de funcionários nas empresas, para interpretar e executar a legislação, e outro para fiscalizar e arrecadar os tributos ao erário público. Além do peso que essa carga tributária principal apresenta, há de se considerar a estrutura para atender às obrigações acessórias. Ambas as obrigações exercem uma pressão muito forte nos custos de produtos, mercadorias e serviços das empresas e, consequentemente, empurram os preços desses itens para cima.

Em linhas gerais, a depender do Regime de Tributação escolhido, os tributos incidem sobre: Receita ou Valor Adicionado/Agregado; Folha de Pagamento, Patrimônio; Operações Financeiras; Importação; Exportação; Resultado; e outros. No que se refere aos regimes de tributação, temos: Lucro Real Trimestral, Lucro Real Anual, Lucro Presumido, Lucro Arbitrado, Simples Nacional e MEI (Microempreendedor Individual).

Enquanto o Regime de Tributação do Lucro Real utiliza, em tese, a lógica empresarial básica [Receitas (-) Tributos (-) Custos (-) Despesas (=) Resultado], para pagar seus tributos sobre o Lucro no trimestre de forma definitiva, o Regime de Tributação do Lucro Real por Estimativa/Suspensão recolhe esses tributos, durante o exercício, de forma estimativa, ajustando os tributos ao final do exercício. Para isso, este último se orienta na modalidade do Regime de Tributação do Presumido. Em linhas gerais, todos esses regimes possuem direitos de créditos tributários em relação às compras de mercadorias para revenda, insumos e outros passíveis de crédito pela legislação tributária.

O Regime de Tributação do Lucro Arbitrado é utilizado somente em situações muito especiais. O MEI abrange várias atividades e possui uma tributação diferenciada. Já o Simples Nacional, que deveria primar pela sua essência na simplicidade do sistema, possui um emaranhado de detalhes que exige muita atenção das empresas na questão operacional, além das questões estratégicas comerciais que precisam ser consideradas em função da possibilidade do aproveitamento do crédito na comercialização de seus produtos e/ou suas mercadorias.

Cada um deles possui as suas especificidades, e a cada final de ano é importante que se promova uma análise comparativa para saber qual será o melhor regime de tributação para o próximo ano a fim de que haja uma economia de tributos e, com isso, um aumento no lucro da empresa.
(*) Este artigo faz parte da série Estratégias para Aumentar o Lucro da sua Empresa, do mesmo autor.

João Daniel Quagliato é Contador, Economista, Pós Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro, Professor de Pós Graduação na área de Negócios e Coordenador do MBA em Economia Empresarial & Mercados Globais pela UNIFAJ.

O que você pretende ser quando crescer?

Pergunta pertinente essa, principalmente para os que estão à procura de um direcionamento para o que pretendem fazer na vida. Contudo, vamos focar no que pode ser feito da vida, em termos de inteligência financeira, em relação ao mercado.

Alguns livros de orientação profissional – principalmente aqueles focados em finanças pessoais – apresentam sugestões não de caráter vocacional profissional, mas sim de posicionamento. Esse posicionamento é imperativo, pois sabemos que aquilo que pensamos gera sentimentos, que geram ações as quais levam aos resultados.

Entendemos que podemos reunir essas oportunidades, em termos de posicionamento, em quatro modalidades. Para esta reflexão, fizemos algumas adaptações daquelas apresentadas no livro O Negócio do Século XXI.

A primeira delas é você se dedicar aos estudos, tirar boas notas, tornar-se um(a) ótimo(a) profissional e adentrar o mercado de trabalho. Com isso, poderá ter um bom salário e desfrutar dos benefícios oferecidos pela empresa. Embora você alcance certa segurança, continuará sendo, sempre, um(a) empregado(a).

Caso essa modalidade não seja de seu interesse, pois você prima pela independência, então você constitui uma pequena empresa individual, continua trabalhando no mesmo ramo, porém será “dono(a) do próprio nariz”. Entretanto, dependendo do ramo, continuará sendo um(a) empregado(a), embora com uma “patente” diferenciada.

Não satisfeito com as duas modalidades anteriores, você pode aumentar sua empresa de tamanho ou migrar para outra atividade de negócio, contratar colaboradores, alavancar as potencialidades de lucro, tornar-se uma empresa com maior participação no mercado e começar a construir seu patrimônio com maior sustentabilidade.

Outra modalidade seria a fase se tornar um(a) investidor(a), ou seja, fazer o dinheiro trabalhar para você. Nessa modalidade, com certeza, você terá de assumir riscos, pelos valores investidos, mas terá grandes oportunidades para alavancar seus lucros. Embora o viés dos autores do referido livro seja outro, entendemos que esses quadrantes podem ser utilizados como orientadores para sua ascensão em busca de obter a tão sonhada LIBERDADE FINANCEIRA.

João Daniel Quagiato é Economista, Contador, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

Socorro, Berenice!

A senhora Berenice é uma mulher de meia idade, com Pós-Graduação em Finanças e adora números. Insiste em dizer que os números não mentem jamais. Nas reuniões de que participa, na alta administração da empresa em que trabalha, é sempre solicitada a explicar as movimentações nas informações dos relatórios financeiros.
Certa feita, em uma reunião, a questão envolvida era a que preço deveria ser vendida uma nova mercadoria que passaria a ser negociada pela empresa. As informações estavam claras, mas os participantes estavam confusos sobre o preço certo. Mais uma vez, Berenice salvou os participantes.
Vejamos os números. Para a compra e venda da mercadoria em quantidade de 100.000 unidades por mês, a empresa incorreria em R$ 1.000.000,00 com Elementos Fixos (aluguel e outros custos de natureza fixa, ou seja, que não se alteram em função da quantidade envolvida). Por unidade comprada, a empresa pagaria R$ 25,00 mais R$ 3,00 de frete e R$ 2,00 de seguro. Além disso, a empresa pagaria comissões de vendas de R$ 1,00 por mercadoria vendida. Esses seriam os Elementos Variáveis.
Os proprietários, que estavam presentes na reunião, posicionaram-se da seguinte forma: Se vamos pagar R$ 1,00 para os vendedores por unidade vendida, nós queremos R$ 3,00 de lucro por produto vendido. A pergunta que se seguiu foi: E daí, Berenice?
Com a maior calma do planeta, ela explicou: Nós incorremos em R$ 1.000.000,00 para comprar e vender 100.000 unidades. Com isso, cada mercadoria custará R$ 10,00 em Elementos Fixos. Acrescidos de R$ 25,00 da mercadoria, R$ 3,00 de frete, R$ 2,00 de seguro, R$ 1,00 de comissões para vendedores e R$ 3,00 de lucro, a mercadoria deve ser vendida por R$ 44,00 (não foram considerados os tributos).
E Berenice arrematou: Todos sabemos que o mercado em que atuamos é altamente concorrencial, com os preços estabelecidos por ele. A nossa margem de influência é pequena, porém, como já encontramos o preço mínimo, o próximo passo é verificar se há demanda para esse preço. Valeu, Berenice! Sucesso a todos!!!!!!!

 João Daniel Quagliato é Consultor em Gestão e Análise Econômico-Financeira de Empresas, Educador Financeiro e professor de Graduação e Pós-Graduação na área de Negócios.