E agora? Para onde vamos?

As urnas já estão fechadas e esperam pelas próximas eleições que ocorrerão em 2020. O resultado já foi proclamado com a vitória do candidato que, aliás, as pesquisas e os analistas vinham dando como certa. Com isso, as promessas de campanha deverão ser deixadas de lado e a nova equipe econômica deverá mostrar para que veio: apresentar um diagnóstico dos problemas que o nosso País enfrenta, segregá-los em ordem de prioridades, demonstrar como irá resolvê-los e, se possível, mostrar à Nação para onde estaremos indo nos próximos anos.
Durante a campanha, foram apresentadas, pelos assessores econômicos dos candidatos, várias soluções mágicas para todos os males e problemas que assolam o Brasil.
O interessante é que a maioria das soluções era contraditória, ou seja, não seguia uma linha afluente comum. É evidente que, por estarem em situações opostas, os candidatos postulavam convicções diferentes, mas as correções a serem aplicadas não deveriam ser tão díspares. Em outras palavras, não existem tantas multiplicidades de medicamentos para correções do rumo de nossa economia, e medicações erradas ou mal dosadas, em linhas gerais, promovem efeitos colaterais de difícil reversão no futuro.
É evidente que, desde o Plano Cruzado (1986), os economistas aprenderam muito sobre os deslocamentos dos agentes no contexto econômico. Foram vários planos econômicos até que se chegasse ao Plano Real (1994), e, desde então, o País passou por oito anos de uma política econômica norteada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), o qual praticamente se desintegrou politicamente neste último pleito presidencial pela quantidade de votos de seu candidato e, em torno de quatorze anos, por uma política gerenciada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e, por mais dois anos, pelo então vice-presidente Michael Temer, da chapa PT/MDB.
Os indicadores econômicos que estão sendo apresentados pela economia brasileira são de natureza complexa. O País carrega uma dívida interna em torno de R$ 4 trilhões. Somente no ano passado, foram pagos em torno de R$ 280 bilhões de juros. Este ano, provavelmente tenhamos um valor alto de juros dessa dívida interna, mesmo com uma taxa básica reduzida de 14,25%para 6,50% ao ano. Um regime de previdência geral (INSS) que não faltam analistas que sustentem que não há déficit, bem como outros que entendem que há, e que se não houver uma reforma urgente, os benefícios dos próximos anos estarão comprometidos.
O Governo Temer fez a Reforma Trabalhista, que está sendo criticada por muitos. A economia brasileira anseia por uma Reforma Tributária, pois o nosso sistema penaliza as empresas e a sociedade com uma carga tributária em torno de 40,00% ao ano, o que, além das principais (impostos, taxas e outros),submete as empresas a um emaranhado de obrigações acessórias que obriga as empresas a dedicarem uma quantidade de horas excessivas de seus colaboradores para que as exigências sejam atendidas. Além de outras complicações, essa é a herança que o presidente eleito estará recebendo, e terá a obrigação de “desatar os nós” e implementar uma matriz econômica para que sejam cumpridas as promessas feitas durante sua campanha presidencial.
Essa herança destinada à equipe econômica do Governo, que tomará posse em janeiro de 2019, será muito vigiada pelo mercado e por todos aqueles que esperam soluções imediatas para os entraves econômicos que deixam mais de 13 milhões de desempregados e outras consequências nefastas para a nossa economia. Com isso, chega de propostas mirabolantes para encantar eleitores e o mercado,os quais anseiam pela retomada do crescimento e desenvolvimento econômico. A hora é de vivermos o Brasil real e colocarmos em prática as medidas que permitam os ajustes necessários para que os objetivos esperados por todos sejam alcançados.
Num momento como este, esperamos que aqueles que foram eleitos para governar o País a partir do próximo ano estejam cientes de suas responsabilidades para com a nação brasileira e que sejam escolhidas pessoas competentes para os cargos contemplados na gestão, pois todos anseiam por um Brasil melhor.

*João Daniel Quagliato é consultor em Gestão Econômico-Financeira e professor pela Universidade Adventista de São Paulo (Unasp)

Indicadores de Gestão

indicadores

Creio que você já deva ter ido, pelo menos uma vez em sua vida, a um médico. E com certeza ele não ficou somente na conversa, mas pediu para que você fizesse alguns exames, orientado pela sua idade e seu histórico familiar, para fazer uma avaliação mais segura de suas reais condições de saúde. De posse do resultado desses exames ele pode informá-lo a respeito da sua saúde e talvez tenha feito algumas correções em sua dieta alimentar ou estilo de vida visando preservá-lo de alguns inconvenientes que pudessem surgir no futuro caso não tomasse essas medidas corretivas. Para isso, ele se utilizou dos indicadores contemplados nos exames que permitiram a ele fazer um diagnóstico da sua saúde com certa margem de segurança.

E nas empresas isso é possível de ser feito? Não somente é possível como deve ser feito e acompanhado por um profissional da área que fará um diagnóstico da saúde da empresa e com o acompanhamento periódico poderá direcionar a gestão da empresa por um caminho com reduzida margem de risco na busca dos objetivos estabelecidos no planejamento estratégico elaborado pelos gestores e proprietários.

Quantos e quais são os indicadores que devem ser utilizados? Depende, pois existe uma variedade enorme de indicadores de gestão que estão à disposição daqueles que estão interessados na sustentabilidade dos negócios. Eles orientam às questões de natureza econômica, financeira, produção, qualidade e outras variáveis que são importantes para os gestores e proprietários. Cada um deles é estruturado e busca atender necessidades específicas e medem funcionalidades organizacionais diversas.

Finalizando, não menos importante que o diagnóstico são as medidas que devem ser implementadas na organização para corrigir os níveis insatisfatórios dos indicadores realinhando a organização, lastreado num planejamento consistente, se necessário, com as correções devidas, que permita visibilizar um caminho a ser percorrido buscando melhorias contínuas na organização objetivando a sustentabilidade do negócio.

João Daniel Quagliato é professor pela Universidade Adventista de São Paulo e Consultor Empresarial
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joaodaniel@quagliatoconsultoria.com.br/blog
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