Como distribuir seus rendimentos para conquistar a Liberdade Financeira

Existem, atualmente, excelentes livros que tratam das Finanças Pessoais. Alguns focam nos Investimentos, outros em Orçamento Familiar, e outros em áreas diversas desse conhecimento. Eles estão nas prateleiras das livrarias e atendem a todo tipo de gosto. Comprá-los e estudá-los pode ser uma boa medida, caso queira planejar sua liberdade financeira, mas você tem de se empenhar para que os resultados aconteçam. A liberdade financeira não ocorre por acaso. Alcançá-la vai depender muito de seu empenho, e o primeiro passo a ser dado é: acreditar que é possível!
Nesta reflexão, apresento algumas considerações sobre como distribuir seus rendimentos. Ela está pautada em seis grandes blocos de forma que possam lhe trazer plena satisfação ao usá-los: em momentos de lazer consigo mesmo e/ou com sua família; para demonstração de sua consciência em ajudar aos seus semelhantes; para guardá-los objetivando enfrentar possíveis gastos inesperados; para realização de sonhos, como aquisição de bens duráveis e viagens; para alcançar sua liberdade financeira; e para enfrentar seus gastos normais de manutenção.
É evidente que você não precisa seguir rigorosamente esses seis blocos para distribuir seus rendimentos e nem na proporção que vou sugerir a seguir. O objetivo é fazer você refletir sobre seus rendimentos, sobre a forma como está gastando esses recursos e como estão as aplicações que você está fazendo ou pretende fazer. A partir dessas sugestões, você poderá montar sua própria distribuição, ou seja, encontrar uma que seja confortável para suas finanças. A que estarei sugerindo é a que tenho feito hoje, elaborada pela vivência prática e por conhecimento que venho adquirindo com meus estudos sobre o assunto. À medida que seus rendimentos forem aumentando, será necessário você fazer ajustes à sua nova realidade, pois não podemos estacionar em nossos objetivos.
##1º Bloco:
No primeiro bloco de distribuição dos rendimentos, você deve separar 7,50% para gastar consigo mesmo. É evidente que você pode incluir alguém, mas a ideia aqui é você não deixar para desfrutar, dos rendimentos conquistados pelo trabalho duro, apenas daquilo que sobra do pagamento de todas as contas. Seja o primeiro a desfrutar de seus rendimentos. Feito isso, com certeza você se emprenhará mais para receber outros recursos, caso seus rendimentos não sejam suficientes para pagar as demais contas.
#2º Bloco
Vejamos o segundo bloco. Neste, separe outros 10,00% de sua renda líquida e ajude pessoas, entidades e afins que promovem o bem. Sim, ajude fazendo caridade. Compre cestas básicas e distribua materiais (livros e outros) que você entenda fazerem diferença na vida de alguém. Utilize esses valores a fim de contribuir para melhorar a vida daqueles que estão necessitando de seus recursos. Isso cria um círculo virtuoso e, quando você menos esperar, estará aumentando sua renda para minimizar as necessidades de outras pessoas.
##3º Bloco:
E o terceiro bloco? Neste bloco de distribuição, separe outros 7,50% e coloque numa conta para Despesas Inesperadas. Essas despesas são aquelas que não estão previstas em seu orçamento – ou até mesmo para ter condição de emprestar a alguém que precise para cobrir despesas pessoais inesperadas.
##4º Bloco:
Outros 10,00% devem ser separados para Investimentos de Longo Prazo. Nessa conta, você vai depositar, mensalmente, recursos para que você tenha condições de comprar ou trocar, no futuro, seus bens de longa durabilidade, ou seja, carro, refrigerador, aparelhos eletrônicos, prestação da casa própria e outros. Com isso, os parcelamentos ou financiamentos de bens serão evitados ou amenizados.
5º Bloco:
Depois disso, separe 8,00% de seu rendimento para uma conta chamada Liberdade Financeira. Essa conta, conforme diria o ex-ministro do Trabalho Antônio Rogério Magri (Governo Collor), é imexível. Os valores mensais devem ser ali depositados e, com os rendimentos financeiros, deve ser montado um capital destinado a complementar sua aposentadoria ou manter seu padrão de vida.

#6º Bloco:
Finalmente, utilize 57,00% de sua renda líquida para despesas pessoais: alimentação, energia elétrica, água, IPTU, manutenções, medicamentos, aluguel e outras que ocorrem durante o mês. Repetindo, é evidente que você não precisa seguir rigorosamente essa forma de distribuição de seus rendimentos. Algumas adaptações podem e devem ser feitas para que haja um alinhamento de seus rendimentos com sua maneira de viver. O importante é que cada pessoa e/ou família deve ter um planejamento financeiro, pois, agindo de forma planejada, possibilitamos grandes avanços na conquista de objetivos que vão sendo sonhados e estabelecidos durante a nossa trajetória terrena.
Nos próximos artigos, pretendo abordar, de forma mais detalhada, cada um dos seis pontos aqui apresentados e espero contribuir para que você alcance sua Liberdade Financeira. Suce$$o!
(*) Artigo publicado no Jornal Gazeta de Limeira de 09/10/2019.
João Daniel Quagliato é Consultor na área econômico-financeira, educador, planejador financeiro e professor de pós-graduação na área de negócios.
joaodaniel@quagliatoconsultoria.com.br
www.quagliatoconsultoria.com.br/blog
(19) 99608-0362

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