O que podemos esperar para 2018?

Existe uma máxima, em termos de Brasil – ressaltando a sua singularidade –, que diz que “é difícil até prever o seu passado, quanto mais o seu futuro”, mas se os indicadores em tela não são suficientes, pelo menos são indicativos de que 2018 poderá ser melhor do que 2017.

Boletim de Gestão Econômico-Financeira de Empresas
ANO III – Vol XXV
Janeiro 2018
Professor João Daniel Quagliato

Terminamos o ano de 2017!

Creio que ele tenha sido melhor do que os três anos anteriores. Alguns indicadores demonstram isso:

  • Redução considerável nos níveis de inflação;
  • Taxa básica de juros reduzida praticamente pela metade (de 14,25% para 7,00%);
  • Possibilidades reais para continuar as reduções em 2018;
  • Embora de forma modesta e em passo moderado, setores da economia começam a sinalizar uma retomada do crescimento econômico;
  • Reação positiva no saldo da balança comercial;
  • Nível de emprego demonstrando sinais de melhora;
  • Índices da bolsa de valores demonstrando credibilidade pela governança corporativa de parte das empresas. Algumas delas estão sendo inseridas no Novo Mercado do IBOVESPA;
  • Organismos internacionais melhorando a taxa de risco do Brasil; e
  • Outros indicadores seguindo na mesma direção

Com todas essas boas notícias, o que podemos esperar para 2018?

Existe uma máxima, em termos de Brasil – ressaltando a sua singularidade –, que diz que “é difícil até prever o seu passado, quanto mais o seu futuro”, mas se os indicadores em tela não são suficientes, pelo menos são indicativos de que 2018 poderá ser melhor do que 2017.

Indicadores econômicos e financeiros à parte, teremos um ano de Copa do Mundo, em que o Brasil tentará apagar o vexame de 2014, e de eleições para cargos majoritários num ambiente político conturbado no qual já foram feitas duas tentativas de investigação na Câmara contra o atual presidente. Isso nos leva a dois questionamentos:

  • Como será o desenho político em 2018?
  • Ele poderá atrapalhar a conjuntura econômica do País?

A respeito do desenho político, embora haja algumas pesquisas sobre nomes de interessados em disputar as eleições, cremos que somente no final do primeiro semestre estarão definidas as candidaturas.

Como diria o bom observador, “muita água ainda vai passar por baixo da ponte”. Em relação às possibilidades desse ambiente político vir atrapalhar o andamento da economia, é liquido e certo que sim. Como?

O Governo reuniu votos suficientes para aprovar a Reforma Trabalhista em meio a duas tentativas de aprovação de pedidos de investigação do presidente em exercício. Em realidade, a Reforma Previdenciária, corre o grande risco de não ter as chances de ser votada, mesmo neste ano.

E ainda neste ano, com certeza muitos partidos e políticos estarão desembarcando da base de apoio do Governo em função de candidaturas aos cargos que estarão disponíveis na eleição. Evidente que não irão se arriscar a ter suas candidaturas coladas a um Governo que, embora tenha alinhado a economia pela competente equipe econômica que possui, apresenta, politicamente, altos índices de rejeição pela sociedade brasileira.

Conforme já ressaltamos no início desta reflexão, os indicadores econômicos e financeiros de 2017 sinalizam para 2018 uma conjuntura econômica estável, o que poderá acelerar, segundo os analistas de mercado, um aumento no Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 3,50%, uma taxa de inflação anual em torno de 3,00% e a taxa básica de juros abaixo dos 7,00%.

Dentro desse contexto econômico, tudo indica que haverá uma retomada de consumo, melhorando os níveis de produção, diminuindo a capacidade ociosa das indústrias e, como consequência, haverá uma redução no nível de desemprego. Em termos de contexto social, teremos mais discussão e maior participação da sociedade em relação à Reforma da Previdência, pois esse tema afeta a todos os brasileiros.

Quanto à questão política, tudo indica que podemos esperar a eleição de um candidato conservador ou moderado, como queiram, pois, continuando essa melhora gradual da economia do País, cremos que a sociedade não irá se aventurar a eleger um candidato com ideias econômicas contrárias ao que se conquistou até o momento. Com certeza, os indicadores econômicos estão sinalizando que haverá melhorias no âmbito socioeconômico.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema abordado, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

Sucesso e bons negócios!

João Daniel Quagliato é Contador; Economista; Pós-graduado em Administração Financeira, Contabilidade e Auditoria, Consultoria Contábil-Financeira; Mestre em Educação com ênfase no ensino da Contabilidade; professor nas áreas de Custos, Economia e Tributação para cursos de graduação e pós-graduação pela Universidade Adventista de São Paulo (UNASP); e, Consultor em Gestão Econômico-Financeira de Empresas.
www.quagliatoconsultoria.com.br
joaodaniel@quagliatoconsultoria.com.br
(19) 99608-0362

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