Primeiro Reduza os Custos, Depois Faça Perguntas (*)


Qual seria a pergunta certa:

  • Só devemos reduzir o custo A quando tivermos a certeza de que essa é uma decisão correta?
  • Só devemos manter esse custo se tivermos a certeza de que é necessário?

Reduzir custos tem o seu lado reconfortante. Se você estiver errado, alguém sempre lhe avisará e poderá restaurar o custo que eliminou. Na empresa típica, toda pressão é no sentido de gastar mais.

  • Admita três novos funcionários em vez de seis no departamento X, e eles inevitavelmente voltarão para dizer que estão sobrecarregados de trabalho;
  • Compre dez computadores em vez de quinze, e logo receberá uma requisição para outros cinco;

Com isso, reduza demais os custos e terá muitas oportunidades de corrigir seu erro.

Lembre-se!

Se gastar demais, seu dinheiro não voltará nunca. Você tem de mudar o modo de pensar de sua organização, a começar por você mesmo. Em caso de dúvida, corte mais e gaste menos.

A tendência de aumentar custos é tão grande que somente uma decisão oposta muito determinada e persistente consegue detê-la.

(*) Adaptado de BOB FIFER em Dobre seus Lucros: 78 maneiras de reduzir os custos, aumentar as vendas e melhorar drasticamente os resultados de sua empresa, em seis meses ou menos, editora AGIR 2012.

Cuidado com as Metas Ambiciosas para a Redução de Custos


 

“As idéias não se conservam. É preciso fazer alguma coisa por elas.”
Alfred North Whitehead

Uma das grandes preocupações hoje nas empresas está ligada à gestão dos seus custos. Essa é uma premissa básica em tempos de globalização dos mercados, uma vez que já vão os tempos em que os preços de mercados eram fixados em função da estrutura de custos.

Mesmo com essa realidade, tratar os custos no sentido de reduzi-los em função de valores absolutos é um erro idêntico ao de adotar uma dieta pessoal para emagrecimento baseada somente no desejo de carregar menos peso sem a preocupação com possíveis consequências prejudiciais ao seu organismo, ou seja, você poderá adotar medidas de contenção de custos que venham colocar em risco a qualidade de seus produtos.

O ponto crucial em questão na racionalização de custos é a criação de um ambiente favorável no sistema produtivo que envolva as pessoas buscando a aplicação dos recursos disponíveis visando uma melhoria contínua na qualidade dos produtos.

Criado esse ambiente favorável, o próximo passo é o estabelecimento de metas a serem atingidas. Essas metas devem estar em harmonia coma capacidade de assimilação de estímulos por parte de seus funcionários. Lembre-se: Metas ambiciosas geram conflitos em ambientes na medida em que não podem ser alcançadas.

Dessa forma, não há outro caminho a não ser o de discutir com os colaboradores os objetivos pretendidos pela empresa para que seja traçada uma rota dando clareza às metas que se pretende atingir.

Sucesso!

João Daniel Quagliato
joaodaniel@quagliatoconsultoria.com.br
www.quagliatoconsultoria.com.br
(19) 99608-0362

Política de Redução de Custos

Atualmente uma das preocupações que envolvem o ambiente organizacional é a questão da redução dos custos e das despesas necessários à produção e venda de seus produtos e serviços. Localizá-los dentro desse ambiente pode parecer uma tarefa fácil, mas distingui-los e compreendê-los tornam-a complexa.
Em linhas gerais, os elementos de custo de produção dividem-se em Mão-de-Obra Direta, Material Direto e Custos Indiretos de Fabricação. Os dois primeiros são identificáveis pelas suas características, enquanto que o outro requer estudos que envolvem variáveis desafiadoras.
Um dos paradigmas da redução de custos é o corte de mão-de-obra direta por acreditar-se que cortando-a os custos desaparecem, o que não ocorre na maioria das vezes. Na verdade, a tendência, desde que não haja aumento de produtividade, é o declínio da produção e como conseqüência a diminuição do consumo de mão-de-obra direta e do material direto, dando uma falsa idéia de que os custos baixaram. Explica-se: ao ser instalada uma empresa pressupõe-se que existe uma capacidade instalada identificando uma determinada quantidade a ser produzida. O capital já investido não se altera em função da utilização da capacidade disponível. O que ocorre é que na medida em que a produção aumenta, diminui-se o custo médio e vice-versa, ou seja, com a redução dos primeiros elementos dos custos de produção, a mão-de-obra direta e o material direto, mantendo-se os custos indiretos de fabricação, a tendência é ocorrer um aumento dos custos médios.
O que fazer então? O dia-a-dia vem mostrando que se estão aumentando os investimentos em ativo fixo e com isso crescendo os gastos para mantê-lo. É comum lermos ou ouvirmos o noticiário e depararmos com a dispensa de funcionários pela aquisição de novas máquinas. Com isso, cria-se toda uma estrutura de apoio para manutenção dos elementos que compõem os custos indiretos de fabricação. Uma vez que a empresa não monitore esses custos fica difícil haver alguma eficácia, de fato, no programa de redução de custos e de despesas. Deve haver uma ação conjugada e direcionada para os elementos que compõem a estrutura da empresa.
Seria oportuno que se fizesse, dentro do programa de redução, um mapeamento dos custos e de despesas da organização e segregá-los em dois grupos: aqueles que agregam e os que não agregam valor ao produto ou serviço. Os primeiros seriam monitorados por meio de um plano de otimização na aplicação e utilização dos recursos envolvidos, enquanto que os demais, sem prejuízo dos objetivos da organização, eliminados.
O importante é que se reduzam os recursos aplicados aos produtos e serviços, com racionalidade e objetividade, sem que se diminua a sua qualidade.

João Daniel Quagliato