Política de Redução de Custos

Atualmente uma das preocupações que envolvem o ambiente organizacional é a questão da redução dos custos e das despesas necessários à produção e venda de seus produtos e serviços. Localizá-los dentro desse ambiente pode parecer uma tarefa fácil, mas distingui-los e compreendê-los tornam-a complexa.
Em linhas gerais, os elementos de custo de produção dividem-se em Mão-de-Obra Direta, Material Direto e Custos Indiretos de Fabricação. Os dois primeiros são identificáveis pelas suas características, enquanto que o outro requer estudos que envolvem variáveis desafiadoras.
Um dos paradigmas da redução de custos é o corte de mão-de-obra direta por acreditar-se que cortando-a os custos desaparecem, o que não ocorre na maioria das vezes. Na verdade, a tendência, desde que não haja aumento de produtividade, é o declínio da produção e como conseqüência a diminuição do consumo de mão-de-obra direta e do material direto, dando uma falsa idéia de que os custos baixaram. Explica-se: ao ser instalada uma empresa pressupõe-se que existe uma capacidade instalada identificando uma determinada quantidade a ser produzida. O capital já investido não se altera em função da utilização da capacidade disponível. O que ocorre é que na medida em que a produção aumenta, diminui-se o custo médio e vice-versa, ou seja, com a redução dos primeiros elementos dos custos de produção, a mão-de-obra direta e o material direto, mantendo-se os custos indiretos de fabricação, a tendência é ocorrer um aumento dos custos médios.
O que fazer então? O dia-a-dia vem mostrando que se estão aumentando os investimentos em ativo fixo e com isso crescendo os gastos para mantê-lo. É comum lermos ou ouvirmos o noticiário e depararmos com a dispensa de funcionários pela aquisição de novas máquinas. Com isso, cria-se toda uma estrutura de apoio para manutenção dos elementos que compõem os custos indiretos de fabricação. Uma vez que a empresa não monitore esses custos fica difícil haver alguma eficácia, de fato, no programa de redução de custos e de despesas. Deve haver uma ação conjugada e direcionada para os elementos que compõem a estrutura da empresa.
Seria oportuno que se fizesse, dentro do programa de redução, um mapeamento dos custos e de despesas da organização e segregá-los em dois grupos: aqueles que agregam e os que não agregam valor ao produto ou serviço. Os primeiros seriam monitorados por meio de um plano de otimização na aplicação e utilização dos recursos envolvidos, enquanto que os demais, sem prejuízo dos objetivos da organização, eliminados.
O importante é que se reduzam os recursos aplicados aos produtos e serviços, com racionalidade e objetividade, sem que se diminua a sua qualidade.

João Daniel Quagliato