Visão Estratégica de Negócios

“Ou você tem estratégia própria, ou então é parte da estratégia de alguém.”

ALVIN TOFLER

 

Na medida em que o mundo dos negócios se tornou mais exigente em questões de competitividade de seus agentes econômicos, foram surgindo novas metodologias para melhor se conhecer as movimentações dos custos e das despesas dentro do contexto organizacional.

Atualmente, de maneira mais acentuada, as organizações buscam obter vantagem competitiva em seus negócios. Uma ação desarticulada com os objetivos da empresa e desalinhada com as tendências do segmento em que ela está inserida e com o mercado global limita o raio de ação da empresa quando se busca sustentabilidade e/ou o crescimento.

Enquanto algumas organizações provocam ações que, por vezes, desajustam a concorrência no mercado, outras, que não possuem influência suficiente para provocá-las, procuram se ajustar aos movimentos das primeiras, assimilando os novos padrões, que vão sendo incorporados aos seus modelos, ou saindo do mercado por não se tornarem competitivas.

A equiparação aos novos padrões, objetivando manter-se no mercado, torna-se necessária, mas não suficiente. O que na verdade ocorre é que na medida em que as empresas vão se inserindo no ambiente competitivo necessitam, ao pretenderem se preservar em seu segmento de mercado, se posicionar de forma diferenciada da concorrência.

Outra questão importante e relevante, já inserida no contexto, é a criação da vantagem competitiva. Numa linguagem simples e aplicativa essa vantagem é a capacidade que a empresa possui de agregar um valor igual a um custo mais baixo ou criar um melhor valor a um custo igual ao do seu concorrente. A busca desse objetivo torna-se imperativa tanto para aquelas empresas que buscam o crescimento, como para aquelas que procuram somente a sustentabilidade.

Existem vários fatores conjugados nas ações desenvolvidas pelas empresas em seu segmento. Eles se relacionam criando sinergias e promovendo resultados que se tornam significativos na medida em que há compreensão pelos responsáveis pelas decisões empresariais das informações que estão disponíveis nos relatórios gerenciais; as que são criadas dentro do ambiente organizacional (ambiente interno) e as que estão ocorrendo no contexto econômico social (ambiente externo).

A leitura que se faz desses fatores, internos e externos, que sobremodo influenciam as decisões empresariais dia-a-dia, cria condições de previsibilidade dos negócios. Isso ocorre na medida em que há compreensão das tendências mais expressivas que vão sendo configuradas dentro do ambiente negocial em que a empresa está inserida, tornando as decisões mais consistentes e significativas aos objetivos empresariais.

 

João Daniel Quagliato é Professor Universitário pela Universidade
Adventista de São Paulo (UNASP) e Consultor Empresarial

Gestão do Conhecimento nas Empresas

“A Gestão do Conhecimento é uma questão empresarial mais ligada à vantagem competitiva das empresas do que à tecnologia da informação.”

TODD A GARRET
Procter & Gamble
 

Muito se tem escrito sobre a gestão do conhecimento dentro das empresas e, se faz necessário dar importância ao gerenciamento criativo, sem delimitações, daqueles que contribuem para o acréscimo de valor aos produtos que são vendidos no mercado. 

É de vital importância criar um ambiente favorável nas unidades ou células de trabalho para que as habilidades de cada colaborador possam fluir de maneira espontânea, contribuindo para a sua melhoria contínua. Reprimir atitudes que acrescentam essa melhoria desmotiva o surgimento de ideias novas como também provoca um retardamento em possíveis inovações no ambiente de trabalho. 

Por isso, se torna importante o gerenciamento das necessidades e das possibilidades que emergem dentro das unidades ou células produtivas, mudanças via atitudes motivadoras pelos supervisores de área. 

Não confundamos treinamento com conhecimento. O primeiro, de forma geral, desenvolve no colaborador capacidade para exercer procedimentos de forma correta, como por exemplo, seguir normas contempladas em manuais de equipamentos. O conhecimento, por outro lado, se dá quando o colaborador, utilizando-se de dados, transforma-os em informação pela sua capacidade, em virtude de uma experiência adquirida, e que, pelos valores e insight apurados, avaliados e proporcionados por atitudes, gera novas experiências. 

Essa é uma questão crucial dentro das empresas. Mapear e monitorar de forma criativa os colaboradores que pensam e contribuem, através de seus conhecimentos, para inovações dentro do processo produtivo, que acrescentam a cada produto um valor reconhecido e pago pelo cliente. 

 João Daniel Quagliato é Professor Universitário pela Universidade
Adventista de São Paulo (UNASP) e Consultor Empresarial

Clima Organizacional

“A lógica da produtividade […] consiste em exatamente cooperar com o outro, […], no trabalho só ganhamos quando ganhamos todos.”

Wanderley Codo

Um dos grandes desafios dentro das empresas é a criação de um clima organizacional que possibilite a transformação do processo produtivo em um ambiente favorável à produtividade.

Tarefa difícil essa quando se está envolvido a diversidade dos talentos humanos, e a tarefa de convergir essas individualidades para o comprometimento com os objetivos da empresa.

Outra questão decisiva é a correção das atitudes inerentes ao comportamento do ser humano. Mostrar aos colaboradores que o seu trabalho é importante para a empresa, na medida em que se disponham a estar comprometidos com a sua equipe de trabalho, é tarefa dos facilitadores.

Outrora, tínhamos no trabalho em grupo a ilusão de estarmos contribuindo para a criação de um ambiente favorável à aprendizagem. O tempo vem nos mostrando que estávamos errados. O conceito de grupo é estimulado pela interação dos objetivos dos seus membros. Assim, um grupo é formado por pessoas atraídas por seus objetivos comuns.

A empresa necessita criar um ambiente propício à formação de equipes que sejam compostas por pessoas não atraídas pelos seus interesses pessoais comuns e sim são incentivadas para a reciprocidade das ideias novas, visando à melhoria do processo contínuo das empresas.

Qualquer iniciativa que venha a ser implementada nas empresas, direcionadas para esse objetivo, é necessário que seja de conhecimento daqueles que operam o sistema produtivo. Sem isso, o clima organizacional planejado se torna ineficiente.

João Daniel Quagliato é Professor Universitário pela Universidade
Adventista de São Paulo (UNASP) e Consultor Empresarial

Gestão Contábil nas Empresas

 

“Para que a informação contábil seja usada no processo de administração, é necessário que essa informação contábil seja desejável e útil para as pessoas responsáveis pela administração da entidade.”

Dr. Clóvis Luís Padoveze

Certa vez, John Rockefeller surpreendeu o contador de sua empresa, que estava concentrado, inclinado sobre os seus livros. “Tire seus pés do chão e ponha-os sobre a escrivaninha!” – ordenou Rockefeller. “Encoste-se para trás em sua cadeira e comece a sonhar.”

Surpreso com a ordem do chefe, o contador perguntou-se aonde no mundo esse sujeito queria chegar. Mas quando Rockfeller repetiu a ordem, o contador cautelosamente colocou os pés sobre a mesa, recostou-se na cadeira e polidamente: “Com que o senhor quer que eu sonhe?”

Rockefeller respondeu enfaticamente: “Sonhe como ganhar dinheiro para a Standard Oil Company. De agora em diante, este é o seu trabalho!”

Hoje, um dos grandes desafios dos contadores é o desenvolvimento de sua capacidade estratégica em reunir informações às empresas para a tomada de decisões. Já se vão os tempos em que a contabilização dos fatos contábeis do passado ocupava o dia-a-dia de suas atividades. É necessário inovar, levantar da cadeira, se posicionar junto à diretoria e auxiliá-los em seus trabalhos.

Atualmente vivemos num mundo onde as informações são em excesso e são veiculadas rapidamente e ao profissional da contabilidade cabe a tarefa de reuni-las de forma concisa e prática garantindo aos gestores visibilidade econômica e financeira quanto às decisões a serem tomadas.

Com essa pequena ilustração, convidamos os profissionais da contabilidade a assumirem uma posição estratégica dentro das organizações, visando tornar o trabalho dos gestores mais produtivos.

João Daniel Quagliato

 

Gestão Baseada em Atividades

“Se você não quer repetir o passado, estude-o”

Baruch Spinoza

Um novo conceito vem ocupando há algum tempo os meios empresariais na questão da administração dos custos. Trata-se do Custeio Baseado em Atividades (Activity Based Costing), uma nova metodologia de custeio que procura corrigir as distorções causadas pela alocação dos custos indiretos.

Existe uma complexidade para implantação dessa ferramenta gerencial dentro das empresas. Além do prazo necessário para a preparação dos funcionários ao novo sistema o seu custo pode desencorajar, principalmente, as pequenas e médias empresas.

Se existe a dificuldade no sentido da medição monetária da estrutura de custos, este método, pelo lado do clima organizacional favorável que oferece, já mereceria a atenção dos responsáveis pela gestão das empresas.

O primeiro passo é o mapeamento dos processos. Com base nesses processos encontraríamos as atividades que ocorrem na empresa. O próximo passo seria a classificação dessas atividades em:

  1. As que agregam valor ao produto (aqueles que os clientes destacam e pagam no seu produto);
  2. Aquelas que não agregam valor ao se produto (que podem ser reduzidas ou eliminadas);
  3. As atividades secundárias que são as com características de suporte.

De posse dessa leitura organizacional a empresa terá condições de promover uma racionalização de seus custos com o foco no cliente. Atividades em demasia dentro da unidade produtiva encarece o preço do produto e diminui a produtividade na empresa. Promova essa nova filosofia entre os seus funcionários. Elimine as atividades que não agregam valor ao seu produto ou serviço. Com certeza a sua empresa terá preços competitivos e os seus clientes irão agradecer-lhe por isso.

João Daniel Quagliato