Acorde!!!!!!! Desfrute de seus rendimentos! (*)

O título do artigo é ousado, mas é isso mesmo! É a arte de você desfrutar de rendimentos que recebe a cada período. Isso depende de como os rendimentos chegam até você: semanalmente, quinzenalmente, mensalmente ou outro referencial de tempo qualquer. Não importando em que época eles cheguem, você vai adequar os ensinamentos adquiridos de acordo com “sua” realidade.

Em nosso artigo “Como distribuir seus rendimentos para conquistar a Liberdade Financeira” (www.quagliatoconsultoria.com.br/blog), informamos que passaríamos, conforme possível, a refletir sobre cada um dos seis blocos contemplados naquele texto. Iniciaremos nossa jornada refletindo sobre a necessidade de você desfrutar de seus rendimentos criando um ambiente favorável para que sinta prazer em seu trabalho e entenda que ele permite você desfrutar das coisas boas da vida.

Quem nunca disse ou ouviu esta frase: “Trabalho somente para pagar contas”? Interessante que, na maioria das vezes, essas contas não têm nada a ver com viagens, passeios, lazer nem outras oportunidades que permitam que você desfrute de seus rendimentos, os quais foram trabalhosos para serem conquistados. Esse “desabafo” está sempre ligado às contas que se avolumam numa intensidade maior do que sua capacidade de encontrar recursos para quitá-las. E, ao final, o que sobra para que você desfrute do resultado do trabalho? Nada!

Creio que você deva estar pensando, neste momento: No “final das contas”, se já me faltam recursos para quitar todas os meus gastos correntes, como farei para ter esse privilégio de gastar parte de meus rendimentos? Entenda o seguinte: Com essa mentalidade, você cria um círculo vicioso que alguns chamam de “caminho do rato”, que torna você prisioneiro de uma situação que parece não ter fim. É importante que você mude essa forma de pensar, ou, conforme alguns preferem, “é tempo de os paradigmas mudarem”.

Para isso, neste primeiro bloco você estará dando um passo muito importante, pois partirá de uma situação na qual tem em mente que seus recursos são insuficientes, ou seja, se eles já não conseguem quitar todas as contas normais do mês, como você fará para separar um percentual de seus rendimentos líquidos, a fim de que desfrute daquilo que esse percentual consegue comprar para sua satisfação? Além disso, como você conseguirá quitar todas as contas normais do mês?

Embora sejam muitos os questionamentos em relação a esse ponto de partida, você terá de acreditar, dar o primeiro passo e seguir em frente. No primeiro mês, haverá muitas dúvidas sobre como ficarão as contas normais, porém, à medida que você for desfrutando de uma parte de seus rendimentos para gastar consigo mesmo(a), estará incorporando esse novo hábito em seu cotidiano, o qual o(a) posicionará para aumentar suas receitas, diminuindo gastos excessivos e eliminando gastos que sejam desnecessários.

A ideia intrínseca não é de “dar calote” nas demais contas. Longe disso! O que se pretende é estimular sua criatividade para dimensionar seus gastos em relação a seus rendimentos líquidos e distribuir esses rendimentos em blocos de contas que lhe permitam administrar melhor seus recursos.

Ressaltamos que os blocos divisórios e seus referidos percentuais propostos naquele artigo não precisam ser seguidos. Você tem suas peculiaridades, mas há uma necessidade imperativa de você ter um planejamento financeiro, a fim de que tenha também condições de alcançar seus objetivos, o que lhe permitirá ter uma vida plena.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

(*) Este artigo faz parte da série “Como distribuir seus rendimentos para conquistar a Liberdade Financeira”, do mesmo autor e já publicado neste blog.

João Daniel Quagliato, Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

Controle os Custos

Muito se tem falado, ultimamente, no meio empresarial, a respeito da redução de custos. É ponto importante quando se atua numa economia de mercado em que uma empresa precisa vender seu produto com as mesmas qualificações em relação ao produto de seu concorrente, praticando um preço menor, ou, então, vendê-lo pelo mesmo preço, porém com qualidade melhor. Em linhas gerais, podemos chamar isso de Vantagem Competitiva em Custos.

Alguns defendem a máxima de que “custo é como unha: precisamos cortar sempre”. Esse pensamento, quando aplicado corretamente, cria um ambiente favorável na organização para que os orçamentos corporativos tenham predominância na condução dos negócios, pois, quando se orienta em diretrizes estabelecidas no Plano de Negócios ou no Plano Revisional de Negócios, fica mais provável a obtenção dos objetivos estabelecidos.

Existem outros dois pontos importantes e que merecem ser destacados nesta reflexão. O primeiro é a separação entre custos e despesas. Enquanto os custos contemplam todos os insumos necessários para a fabricação do produto, as despesas se referem aos itens necessários para administrar, vender e entregar os produtos. O segundo ponto é separar os custos em três grandes blocos: Mão de Obra Direta (colaboradores que trabalham diretamente na produção), Materiais Diretos (insumos que são transformados ou acoplados aos produtos) e Custos Indiretos de Fabricação (tecnologia e outros itens). Esses últimos, embora não sejam identificáveis aos produtos, tornam-se necessários para a operacionalidade da produção.

Com isso, você terá condição de saber qual é a participação de cada bloco no custo total do produto e da participação de cada item no custo total do bloco de custos. Com essa clareza, a sua visibilidade do desenho estrutural dos custos da empresa será maior e tornará possível conhecer como eles se movimentam dentro do processo produtivo.
Com certeza, promovendo essas iniciativas, você terá uma visão melhor de seus custos e poderá controlá-los de forma eficaz, aumentando o lucro de sua empresa.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

(*) Este artigo faz parte da série Estratégias para Aumentar o Lucro da sua Empresa, do mesmo autor.

João Daniel Quagliato, Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

Cuidado com os Tributos!

O Brasil é o país que possui uma das maiores cargas tributárias do planeta em termos nominais. Essa carga fica ainda mais pesada quando analisada de forma relativa, ou seja, quando se relacionam os valores pagos com o retorno à sociedade.

A legislação tributária brasileira contempla em torno de 90 tipos de tributos e 6 regimes de tributação para as pessoas jurídicas. Toda essa parafernália tributária requer um exército de funcionários nas empresas, para interpretar e executar a legislação, e outro para fiscalizar e arrecadar os tributos ao erário público. Além do peso que essa carga tributária principal apresenta, há de se considerar a estrutura para atender às obrigações acessórias. Ambas as obrigações exercem uma pressão muito forte nos custos de produtos, mercadorias e serviços das empresas e, consequentemente, empurram os preços desses itens para cima.

Em linhas gerais, a depender do Regime de Tributação escolhido, os tributos incidem sobre: Receita ou Valor Adicionado/Agregado; Folha de Pagamento, Patrimônio; Operações Financeiras; Importação; Exportação; Resultado; e outros. No que se refere aos regimes de tributação, temos: Lucro Real Trimestral, Lucro Real Anual, Lucro Presumido, Lucro Arbitrado, Simples Nacional e MEI (Microempreendedor Individual).

Enquanto o Regime de Tributação do Lucro Real utiliza, em tese, a lógica empresarial básica [Receitas (-) Tributos (-) Custos (-) Despesas (=) Resultado], para pagar seus tributos sobre o Lucro no trimestre de forma definitiva, o Regime de Tributação do Lucro Real por Estimativa/Suspensão recolhe esses tributos, durante o exercício, de forma estimativa, ajustando os tributos ao final do exercício. Para isso, este último se orienta na modalidade do Regime de Tributação do Presumido. Em linhas gerais, todos esses regimes possuem direitos de créditos tributários em relação às compras de mercadorias para revenda, insumos e outros passíveis de crédito pela legislação tributária.

O Regime de Tributação do Lucro Arbitrado é utilizado somente em situações muito especiais. O MEI abrange várias atividades e possui uma tributação diferenciada. Já o Simples Nacional, que deveria primar pela sua essência na simplicidade do sistema, possui um emaranhado de detalhes que exige muita atenção das empresas na questão operacional, além das questões estratégicas comerciais que precisam ser consideradas em função da possibilidade do aproveitamento do crédito na comercialização de seus produtos e/ou suas mercadorias.

Cada um deles possui as suas especificidades, e a cada final de ano é importante que se promova uma análise comparativa para saber qual será o melhor regime de tributação para o próximo ano a fim de que haja uma economia de tributos e, com isso, um aumento no lucro da empresa.
(*) Este artigo faz parte da série Estratégias para Aumentar o Lucro da sua Empresa, do mesmo autor.

João Daniel Quagliato é Contador, Economista, Pós Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro, Professor de Pós Graduação na área de Negócios e Coordenador do MBA em Economia Empresarial & Mercados Globais pela UNIFAJ.

Fluxos Empresariais Dinâmicos

Certa vez, um empresário me contou que havia participado de uma palestra sobre Gestão de Empresas, e, a certa altura, o palestrante perguntou se os participantes tinham conhecimento de como se movimentavam os fluxos econômico-financeiros dentro das empresas destes. Depois, segundo o empresário, o palestrante fez uma explanação de forma geral sobre o assunto e fechou a questão. Com isso, fui perguntado sobre minha impressão a respeito do assunto.

Cremos que esse assunto possa ser abordado de vários pontos de vista, mas aquele que representa o melhor entendimento – no sentido de transparência e visibilidade para o negócio – está na divisão dessas movimentações em Fluxos Operacionais, Fluxos de Investimentos e Fluxos de Financiamentos.

Os Fluxos Operacionais contemplam todas as movimentações de fluxos ocorrentes de natureza operacional. São entradas e saídas de recursos que se relacionam e evidenciam o resultado do negócio, demonstrando sua capacidade na geração de riqueza para os proprietários. São os recebimentos pelas vendas de produtos, mercadorias e serviços, e os pagamentos de insumos, mercadorias e outros valores que estão estritamente ligados aos objetivos da empresa.

As movimentações que ocorrem nos Fluxos de Investimentos são aquelas norteadas por um plano de investimentos empresarial contemplando desde as participações em outras empresas do próprio grupo ou de terceiros até os investimentos que possuam uma durabilidade maior, e que, em contrapartida, trabalhem na geração de riqueza ao negócio em forma de lucro do próprio negócio, ou aqueles recebidos em decorrência de participação em outras empresas.

Já aquelas que estão ligadas aos Fluxos de Financiamentos são as que suprem as necessidades da empresa em termos de financiamento de suas atividades operacionais, que, em linhas gerais, estão situadas entre os aportes de capital próprio – entrada de recursos dos próprios integrantes do quadro societário da empresa – e/ou por meio de financiamentos externos à empresa via instituições financeiras.

Entender a dinâmica dessa tríade de fluxos que se movimentam dentro da organização se torna imperativo na condução dos negócios com transparência dos indicadores econômico-financeiros e na visibilidade dos negócios objetivando o crescimento sustentável.

João Daniel Quagliato é Economista, Contador, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

O que você pretende ser quando crescer?

Pergunta pertinente essa, principalmente para os que estão à procura de um direcionamento para o que pretendem fazer na vida. Contudo, vamos focar no que pode ser feito da vida, em termos de inteligência financeira, em relação ao mercado.

Alguns livros de orientação profissional – principalmente aqueles focados em finanças pessoais – apresentam sugestões não de caráter vocacional profissional, mas sim de posicionamento. Esse posicionamento é imperativo, pois sabemos que aquilo que pensamos gera sentimentos, que geram ações as quais levam aos resultados.

Entendemos que podemos reunir essas oportunidades, em termos de posicionamento, em quatro modalidades. Para esta reflexão, fizemos algumas adaptações daquelas apresentadas no livro O Negócio do Século XXI.

A primeira delas é você se dedicar aos estudos, tirar boas notas, tornar-se um(a) ótimo(a) profissional e adentrar o mercado de trabalho. Com isso, poderá ter um bom salário e desfrutar dos benefícios oferecidos pela empresa. Embora você alcance certa segurança, continuará sendo, sempre, um(a) empregado(a).

Caso essa modalidade não seja de seu interesse, pois você prima pela independência, então você constitui uma pequena empresa individual, continua trabalhando no mesmo ramo, porém será “dono(a) do próprio nariz”. Entretanto, dependendo do ramo, continuará sendo um(a) empregado(a), embora com uma “patente” diferenciada.

Não satisfeito com as duas modalidades anteriores, você pode aumentar sua empresa de tamanho ou migrar para outra atividade de negócio, contratar colaboradores, alavancar as potencialidades de lucro, tornar-se uma empresa com maior participação no mercado e começar a construir seu patrimônio com maior sustentabilidade.

Outra modalidade seria a fase se tornar um(a) investidor(a), ou seja, fazer o dinheiro trabalhar para você. Nessa modalidade, com certeza, você terá de assumir riscos, pelos valores investidos, mas terá grandes oportunidades para alavancar seus lucros. Embora o viés dos autores do referido livro seja outro, entendemos que esses quadrantes podem ser utilizados como orientadores para sua ascensão em busca de obter a tão sonhada LIBERDADE FINANCEIRA.

João Daniel Quagiato é Economista, Contador, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.