Controle os Custos

Muito se tem falado, ultimamente, no meio empresarial, a respeito da redução de custos. É ponto importante quando se atua numa economia de mercado em que uma empresa precisa vender seu produto com as mesmas qualificações em relação ao produto de seu concorrente, praticando um preço menor, ou, então, vendê-lo pelo mesmo preço, porém com qualidade melhor. Em linhas gerais, podemos chamar isso de Vantagem Competitiva em Custos.

Alguns defendem a máxima de que “custo é como unha: precisamos cortar sempre”. Esse pensamento, quando aplicado corretamente, cria um ambiente favorável na organização para que os orçamentos corporativos tenham predominância na condução dos negócios, pois, quando se orienta em diretrizes estabelecidas no Plano de Negócios ou no Plano Revisional de Negócios, fica mais provável a obtenção dos objetivos estabelecidos.

Existem outros dois pontos importantes e que merecem ser destacados nesta reflexão. O primeiro é a separação entre custos e despesas. Enquanto os custos contemplam todos os insumos necessários para a fabricação do produto, as despesas se referem aos itens necessários para administrar, vender e entregar os produtos. O segundo ponto é separar os custos em três grandes blocos: Mão de Obra Direta (colaboradores que trabalham diretamente na produção), Materiais Diretos (insumos que são transformados ou acoplados aos produtos) e Custos Indiretos de Fabricação (tecnologia e outros itens). Esses últimos, embora não sejam identificáveis aos produtos, tornam-se necessários para a operacionalidade da produção.

Com isso, você terá condição de saber qual é a participação de cada bloco no custo total do produto e da participação de cada item no custo total do bloco de custos. Com essa clareza, a sua visibilidade do desenho estrutural dos custos da empresa será maior e tornará possível conhecer como eles se movimentam dentro do processo produtivo.
Com certeza, promovendo essas iniciativas, você terá uma visão melhor de seus custos e poderá controlá-los de forma eficaz, aumentando o lucro de sua empresa.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira informação adicional sobre o tema, entre em contato conosco para podermos ajudá-lo.

(*) Este artigo faz parte da série Estratégias para Aumentar o Lucro da sua Empresa, do mesmo autor.

João Daniel Quagliato, Contador, Economista, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

Fluxos Empresariais Dinâmicos

Certa vez, um empresário me contou que havia participado de uma palestra sobre Gestão de Empresas, e, a certa altura, o palestrante perguntou se os participantes tinham conhecimento de como se movimentavam os fluxos econômico-financeiros dentro das empresas destes. Depois, segundo o empresário, o palestrante fez uma explanação de forma geral sobre o assunto e fechou a questão. Com isso, fui perguntado sobre minha impressão a respeito do assunto.

Cremos que esse assunto possa ser abordado de vários pontos de vista, mas aquele que representa o melhor entendimento – no sentido de transparência e visibilidade para o negócio – está na divisão dessas movimentações em Fluxos Operacionais, Fluxos de Investimentos e Fluxos de Financiamentos.

Os Fluxos Operacionais contemplam todas as movimentações de fluxos ocorrentes de natureza operacional. São entradas e saídas de recursos que se relacionam e evidenciam o resultado do negócio, demonstrando sua capacidade na geração de riqueza para os proprietários. São os recebimentos pelas vendas de produtos, mercadorias e serviços, e os pagamentos de insumos, mercadorias e outros valores que estão estritamente ligados aos objetivos da empresa.

As movimentações que ocorrem nos Fluxos de Investimentos são aquelas norteadas por um plano de investimentos empresarial contemplando desde as participações em outras empresas do próprio grupo ou de terceiros até os investimentos que possuam uma durabilidade maior, e que, em contrapartida, trabalhem na geração de riqueza ao negócio em forma de lucro do próprio negócio, ou aqueles recebidos em decorrência de participação em outras empresas.

Já aquelas que estão ligadas aos Fluxos de Financiamentos são as que suprem as necessidades da empresa em termos de financiamento de suas atividades operacionais, que, em linhas gerais, estão situadas entre os aportes de capital próprio – entrada de recursos dos próprios integrantes do quadro societário da empresa – e/ou por meio de financiamentos externos à empresa via instituições financeiras.

Entender a dinâmica dessa tríade de fluxos que se movimentam dentro da organização se torna imperativo na condução dos negócios com transparência dos indicadores econômico-financeiros e na visibilidade dos negócios objetivando o crescimento sustentável.

João Daniel Quagliato é Economista, Contador, Pós-Graduado em Contabilidade e Finanças, Consultor Econômico-Financeiro e Professor de Pós-Graduação na área de Negócios.

O que acontecerá com a China?

Em conversas com alunos e empresários, sempre somos solicitados a responder a perguntas que trazem em si uma contextualização social, política ou econômica, ou ainda as três ao mesmo tempo, o que torna todas difíceis de serem respondidas de forma definitiva. Recentemente, um empresário nos questionou da seguinte forma: Em meio a toda essa turbulência pela qual o mundo está passando, apresentando um “incômodo social e econômico” que surgiu num determinado local geográfico e se arrasta para o mundo, o que acontecerá com as atuais configurações econômicas? Esse era – e continua sendo, penso eu – o questionamento dele.

Entendemos que continue sendo, pois a resposta que demos não foi completa porque somente a teremos quando tudo terminar – e esperamos que seja o mais rápido possível –, pois somente lá conseguiremos verificar o “estrago” que está sendo feito nas relações sociais, econômicas e, por que não, políticas.

O que tentamos explicar a ele foi que talvez a China não venha a ter a mesma configuração participativa no mercado mundial, conforme estava ocorrendo. Sabe-se que boa parte dos bens intermediários (economês) que são enviados ao restante do mundo, em função das empresas que utilizam esses bens para fabricar seus produtos, poderá ter suas demandas diminuídas pela escolha dos importadores para fornecedores mais pulverizados. É evidente que esses novos fornecedores deverão ter qualidade e apresentar linearidade em termos de oferta, conforme vinha ocorrendo.
Ainda se observa que muitos segmentos estão sentindo certa dificuldade no recebimento desses bens, e isso principalmente na cadeia de produtos eletrônicos, têxteis e outros, que estão modulando suas produções, liberando funcionários em férias coletivas ou fazendo outros acordos trabalhistas.

O que, de fato, vai acontecer daqui para frente? Cremos que o comércio mundial vai se ajustar naturalmente, vai se acomodar procurando novas alternativas no fornecimento de bens que são essenciais na cadeia produtiva mundial. E a China? Num primeiro momento, entendemos que a sua hegemonia comercial será reduzida, até porque naquele país houve paralizações, e para que ele continue ofertando ao mundo precisará de estoques suficientes que atendam aos seus interesses comerciais com aqueles que, a princípio, dispõem de capacidade para retribuir comercialmente. No mais, só o tempo nos dará a resposta certa, mas, com certeza, o mundo não será mais o mesmo.

João Daniel Quagliato é Consultor na área econômico-financeira, educador, planejador financeiro e professor de pós-graduação na área de negócios.
joaodaniel@quagliatoconsultoria.com.br
www.quagliatoconsultoria.com.br/blog
(19) 99608-0362

Para onde estamos indo?

Recentemente, o Governo divulgou a insignificante taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2019. Surpresa? Não, pois os acontecimentos que vinham modulando o contexto econômico nacional e mundial nada surpreenderam o fraco desempenho da taxa de crescimento de 1,1% da economia brasileira em comparação com as taxas de crescimento de anos anteriores, de 1,06% (2017) e 1,12% (2018).

De certa forma, isso acabou frustrando todos os que esperavam mais daqueles que são responsáveis por planejar e comandar o processo de retomada do crescimento econômico do País, principalmente por se tratar de um ano de troca de governo em que  uma parte da população brasileira votante cravou uma suposta esperança nas urnas de 2018, e outra (abstenções, brancos e nulos), mesmo contrária às candidaturas apresentadas, esperava que pudesse haver um começo de ventos favoráveis e épocas melhores.

Se o ano passado não foi bom, como será 2020? Pelas estimativas que estão sendo veiculadas no mercado, que não são nada favoráveis, haja vista os acontecimentos que estão em pauta no mercado internacional, principalmente o coronavírus, não podemos esperar melhoras nos indicadores econômicos. Não bastassem esses incômodos internacionais, internamente, até o momento, a agenda do Governo não está fluindo nas Casas de Votação, e, consequentemente, as propostas para um suposto avanço nas melhorias, que poderiam trazer “novos rumos”, estão sendo truncadas. É evidente que tudo isso passa pela necessidade de um planejamento claro e transparente do que se pretende para o País. Se, de fato, isso existe, parece-nos que ainda não está bem claro para os agentes do mercado que formulam suas estratégias de participação do processo de reorientação da atividade econômica do País.

Enfim, o que podemos concluir com essa taxa de crescimento do PIB de 1,1% em 2019 apresentada pelo Governo? Parafraseando Lulu Santos em sua música “Assim Caminha a Humanidade”: Não vou dizer que foi ruim, mas também não foi tão bom assim. Avante para 2020, Brasil!!!!!!

João Daniel Quagliato é Consultor na área econômico-financeira, educador, planejador financeiro e professor de pós-graduação na área de negócios.
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Como distribuir seus rendimentos para conquistar a Liberdade Financeira

Existem, atualmente, excelentes livros que tratam das Finanças Pessoais. Alguns focam nos Investimentos, outros em Orçamento Familiar, e outros em áreas diversas desse conhecimento. Eles estão nas prateleiras das livrarias e atendem a todo tipo de gosto. Comprá-los e estudá-los pode ser uma boa medida, caso queira planejar sua liberdade financeira, mas você tem de se empenhar para que os resultados aconteçam. A liberdade financeira não ocorre por acaso. Alcançá-la vai depender muito de seu empenho, e o primeiro passo a ser dado é: acreditar que é possível!
Nesta reflexão, apresento algumas considerações sobre como distribuir seus rendimentos. Ela está pautada em seis grandes blocos de forma que possam lhe trazer plena satisfação ao usá-los: em momentos de lazer consigo mesmo e/ou com sua família; para demonstração de sua consciência em ajudar aos seus semelhantes; para guardá-los objetivando enfrentar possíveis gastos inesperados; para realização de sonhos, como aquisição de bens duráveis e viagens; para alcançar sua liberdade financeira; e para enfrentar seus gastos normais de manutenção.
É evidente que você não precisa seguir rigorosamente esses seis blocos para distribuir seus rendimentos e nem na proporção que vou sugerir a seguir. O objetivo é fazer você refletir sobre seus rendimentos, sobre a forma como está gastando esses recursos e como estão as aplicações que você está fazendo ou pretende fazer. A partir dessas sugestões, você poderá montar sua própria distribuição, ou seja, encontrar uma que seja confortável para suas finanças. A que estarei sugerindo é a que tenho feito hoje, elaborada pela vivência prática e por conhecimento que venho adquirindo com meus estudos sobre o assunto. À medida que seus rendimentos forem aumentando, será necessário você fazer ajustes à sua nova realidade, pois não podemos estacionar em nossos objetivos.
##1º Bloco:
No primeiro bloco de distribuição dos rendimentos, você deve separar 7,50% para gastar consigo mesmo. É evidente que você pode incluir alguém, mas a ideia aqui é você não deixar para desfrutar, dos rendimentos conquistados pelo trabalho duro, apenas daquilo que sobra do pagamento de todas as contas. Seja o primeiro a desfrutar de seus rendimentos. Feito isso, com certeza você se emprenhará mais para receber outros recursos, caso seus rendimentos não sejam suficientes para pagar as demais contas.
#2º Bloco
Vejamos o segundo bloco. Neste, separe outros 10,00% de sua renda líquida e ajude pessoas, entidades e afins que promovem o bem. Sim, ajude fazendo caridade. Compre cestas básicas e distribua materiais (livros e outros) que você entenda fazerem diferença na vida de alguém. Utilize esses valores a fim de contribuir para melhorar a vida daqueles que estão necessitando de seus recursos. Isso cria um círculo virtuoso e, quando você menos esperar, estará aumentando sua renda para minimizar as necessidades de outras pessoas.
##3º Bloco:
E o terceiro bloco? Neste bloco de distribuição, separe outros 7,50% e coloque numa conta para Despesas Inesperadas. Essas despesas são aquelas que não estão previstas em seu orçamento – ou até mesmo para ter condição de emprestar a alguém que precise para cobrir despesas pessoais inesperadas.
##4º Bloco:
Outros 10,00% devem ser separados para Investimentos de Longo Prazo. Nessa conta, você vai depositar, mensalmente, recursos para que você tenha condições de comprar ou trocar, no futuro, seus bens de longa durabilidade, ou seja, carro, refrigerador, aparelhos eletrônicos, prestação da casa própria e outros. Com isso, os parcelamentos ou financiamentos de bens serão evitados ou amenizados.
5º Bloco:
Depois disso, separe 8,00% de seu rendimento para uma conta chamada Liberdade Financeira. Essa conta, conforme diria o ex-ministro do Trabalho Antônio Rogério Magri (Governo Collor), é imexível. Os valores mensais devem ser ali depositados e, com os rendimentos financeiros, deve ser montado um capital destinado a complementar sua aposentadoria ou manter seu padrão de vida.

#6º Bloco:
Finalmente, utilize 57,00% de sua renda líquida para despesas pessoais: alimentação, energia elétrica, água, IPTU, manutenções, medicamentos, aluguel e outras que ocorrem durante o mês. Repetindo, é evidente que você não precisa seguir rigorosamente essa forma de distribuição de seus rendimentos. Algumas adaptações podem e devem ser feitas para que haja um alinhamento de seus rendimentos com sua maneira de viver. O importante é que cada pessoa e/ou família deve ter um planejamento financeiro, pois, agindo de forma planejada, possibilitamos grandes avanços na conquista de objetivos que vão sendo sonhados e estabelecidos durante a nossa trajetória terrena.
Nos próximos artigos, pretendo abordar, de forma mais detalhada, cada um dos seis pontos aqui apresentados e espero contribuir para que você alcance sua Liberdade Financeira. Suce$$o!
(*) Artigo publicado no Jornal Gazeta de Limeira de 09/10/2019.
João Daniel Quagliato é Consultor na área econômico-financeira, educador, planejador financeiro e professor de pós-graduação na área de negócios.
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