O que acontecerá com a China?

Em conversas com alunos e empresários, sempre somos solicitados a responder a perguntas que trazem em si uma contextualização social, política ou econômica, ou ainda as três ao mesmo tempo, o que torna todas difíceis de serem respondidas de forma definitiva. Recentemente, um empresário nos questionou da seguinte forma: Em meio a toda essa turbulência pela qual o mundo está passando, apresentando um “incômodo social e econômico” que surgiu num determinado local geográfico e se arrasta para o mundo, o que acontecerá com as atuais configurações econômicas? Esse era – e continua sendo, penso eu – o questionamento dele.

Entendemos que continue sendo, pois a resposta que demos não foi completa porque somente a teremos quando tudo terminar – e esperamos que seja o mais rápido possível –, pois somente lá conseguiremos verificar o “estrago” que está sendo feito nas relações sociais, econômicas e, por que não, políticas.

O que tentamos explicar a ele foi que talvez a China não venha a ter a mesma configuração participativa no mercado mundial, conforme estava ocorrendo. Sabe-se que boa parte dos bens intermediários (economês) que são enviados ao restante do mundo, em função das empresas que utilizam esses bens para fabricar seus produtos, poderá ter suas demandas diminuídas pela escolha dos importadores para fornecedores mais pulverizados. É evidente que esses novos fornecedores deverão ter qualidade e apresentar linearidade em termos de oferta, conforme vinha ocorrendo.
Ainda se observa que muitos segmentos estão sentindo certa dificuldade no recebimento desses bens, e isso principalmente na cadeia de produtos eletrônicos, têxteis e outros, que estão modulando suas produções, liberando funcionários em férias coletivas ou fazendo outros acordos trabalhistas.

O que, de fato, vai acontecer daqui para frente? Cremos que o comércio mundial vai se ajustar naturalmente, vai se acomodar procurando novas alternativas no fornecimento de bens que são essenciais na cadeia produtiva mundial. E a China? Num primeiro momento, entendemos que a sua hegemonia comercial será reduzida, até porque naquele país houve paralizações, e para que ele continue ofertando ao mundo precisará de estoques suficientes que atendam aos seus interesses comerciais com aqueles que, a princípio, dispõem de capacidade para retribuir comercialmente. No mais, só o tempo nos dará a resposta certa, mas, com certeza, o mundo não será mais o mesmo.

João Daniel Quagliato é Consultor na área econômico-financeira, educador, planejador financeiro e professor de pós-graduação na área de negócios.
joaodaniel@quagliatoconsultoria.com.br
www.quagliatoconsultoria.com.br/blog
(19) 99608-0362

Para onde estamos indo?

Recentemente, o Governo divulgou a insignificante taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2019. Surpresa? Não, pois os acontecimentos que vinham modulando o contexto econômico nacional e mundial nada surpreenderam o fraco desempenho da taxa de crescimento de 1,1% da economia brasileira em comparação com as taxas de crescimento de anos anteriores, de 1,06% (2017) e 1,12% (2018).

De certa forma, isso acabou frustrando todos os que esperavam mais daqueles que são responsáveis por planejar e comandar o processo de retomada do crescimento econômico do País, principalmente por se tratar de um ano de troca de governo em que  uma parte da população brasileira votante cravou uma suposta esperança nas urnas de 2018, e outra (abstenções, brancos e nulos), mesmo contrária às candidaturas apresentadas, esperava que pudesse haver um começo de ventos favoráveis e épocas melhores.

Se o ano passado não foi bom, como será 2020? Pelas estimativas que estão sendo veiculadas no mercado, que não são nada favoráveis, haja vista os acontecimentos que estão em pauta no mercado internacional, principalmente o coronavírus, não podemos esperar melhoras nos indicadores econômicos. Não bastassem esses incômodos internacionais, internamente, até o momento, a agenda do Governo não está fluindo nas Casas de Votação, e, consequentemente, as propostas para um suposto avanço nas melhorias, que poderiam trazer “novos rumos”, estão sendo truncadas. É evidente que tudo isso passa pela necessidade de um planejamento claro e transparente do que se pretende para o País. Se, de fato, isso existe, parece-nos que ainda não está bem claro para os agentes do mercado que formulam suas estratégias de participação do processo de reorientação da atividade econômica do País.

Enfim, o que podemos concluir com essa taxa de crescimento do PIB de 1,1% em 2019 apresentada pelo Governo? Parafraseando Lulu Santos em sua música “Assim Caminha a Humanidade”: Não vou dizer que foi ruim, mas também não foi tão bom assim. Avante para 2020, Brasil!!!!!!

João Daniel Quagliato é Consultor na área econômico-financeira, educador, planejador financeiro e professor de pós-graduação na área de negócios.
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Como distribuir seus rendimentos para conquistar a Liberdade Financeira

Existem, atualmente, excelentes livros que tratam das Finanças Pessoais. Alguns focam nos Investimentos, outros em Orçamento Familiar, e outros em áreas diversas desse conhecimento. Eles estão nas prateleiras das livrarias e atendem a todo tipo de gosto. Comprá-los e estudá-los pode ser uma boa medida, caso queira planejar sua liberdade financeira, mas você tem de se empenhar para que os resultados aconteçam. A liberdade financeira não ocorre por acaso. Alcançá-la vai depender muito de seu empenho, e o primeiro passo a ser dado é: acreditar que é possível!
Nesta reflexão, apresento algumas considerações sobre como distribuir seus rendimentos. Ela está pautada em seis grandes blocos de forma que possam lhe trazer plena satisfação ao usá-los: em momentos de lazer consigo mesmo e/ou com sua família; para demonstração de sua consciência em ajudar aos seus semelhantes; para guardá-los objetivando enfrentar possíveis gastos inesperados; para realização de sonhos, como aquisição de bens duráveis e viagens; para alcançar sua liberdade financeira; e para enfrentar seus gastos normais de manutenção.
É evidente que você não precisa seguir rigorosamente esses seis blocos para distribuir seus rendimentos e nem na proporção que vou sugerir a seguir. O objetivo é fazer você refletir sobre seus rendimentos, sobre a forma como está gastando esses recursos e como estão as aplicações que você está fazendo ou pretende fazer. A partir dessas sugestões, você poderá montar sua própria distribuição, ou seja, encontrar uma que seja confortável para suas finanças. A que estarei sugerindo é a que tenho feito hoje, elaborada pela vivência prática e por conhecimento que venho adquirindo com meus estudos sobre o assunto. À medida que seus rendimentos forem aumentando, será necessário você fazer ajustes à sua nova realidade, pois não podemos estacionar em nossos objetivos.
##1º Bloco:
No primeiro bloco de distribuição dos rendimentos, você deve separar 7,50% para gastar consigo mesmo. É evidente que você pode incluir alguém, mas a ideia aqui é você não deixar para desfrutar, dos rendimentos conquistados pelo trabalho duro, apenas daquilo que sobra do pagamento de todas as contas. Seja o primeiro a desfrutar de seus rendimentos. Feito isso, com certeza você se emprenhará mais para receber outros recursos, caso seus rendimentos não sejam suficientes para pagar as demais contas.
#2º Bloco
Vejamos o segundo bloco. Neste, separe outros 10,00% de sua renda líquida e ajude pessoas, entidades e afins que promovem o bem. Sim, ajude fazendo caridade. Compre cestas básicas e distribua materiais (livros e outros) que você entenda fazerem diferença na vida de alguém. Utilize esses valores a fim de contribuir para melhorar a vida daqueles que estão necessitando de seus recursos. Isso cria um círculo virtuoso e, quando você menos esperar, estará aumentando sua renda para minimizar as necessidades de outras pessoas.
##3º Bloco:
E o terceiro bloco? Neste bloco de distribuição, separe outros 7,50% e coloque numa conta para Despesas Inesperadas. Essas despesas são aquelas que não estão previstas em seu orçamento – ou até mesmo para ter condição de emprestar a alguém que precise para cobrir despesas pessoais inesperadas.
##4º Bloco:
Outros 10,00% devem ser separados para Investimentos de Longo Prazo. Nessa conta, você vai depositar, mensalmente, recursos para que você tenha condições de comprar ou trocar, no futuro, seus bens de longa durabilidade, ou seja, carro, refrigerador, aparelhos eletrônicos, prestação da casa própria e outros. Com isso, os parcelamentos ou financiamentos de bens serão evitados ou amenizados.
5º Bloco:
Depois disso, separe 8,00% de seu rendimento para uma conta chamada Liberdade Financeira. Essa conta, conforme diria o ex-ministro do Trabalho Antônio Rogério Magri (Governo Collor), é imexível. Os valores mensais devem ser ali depositados e, com os rendimentos financeiros, deve ser montado um capital destinado a complementar sua aposentadoria ou manter seu padrão de vida.

#6º Bloco:
Finalmente, utilize 57,00% de sua renda líquida para despesas pessoais: alimentação, energia elétrica, água, IPTU, manutenções, medicamentos, aluguel e outras que ocorrem durante o mês. Repetindo, é evidente que você não precisa seguir rigorosamente essa forma de distribuição de seus rendimentos. Algumas adaptações podem e devem ser feitas para que haja um alinhamento de seus rendimentos com sua maneira de viver. O importante é que cada pessoa e/ou família deve ter um planejamento financeiro, pois, agindo de forma planejada, possibilitamos grandes avanços na conquista de objetivos que vão sendo sonhados e estabelecidos durante a nossa trajetória terrena.
Nos próximos artigos, pretendo abordar, de forma mais detalhada, cada um dos seis pontos aqui apresentados e espero contribuir para que você alcance sua Liberdade Financeira. Suce$$o!
(*) Artigo publicado no Jornal Gazeta de Limeira de 09/10/2019.
João Daniel Quagliato é Consultor na área econômico-financeira, educador, planejador financeiro e professor de pós-graduação na área de negócios.
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Socorro, Berenice!

A senhora Berenice é uma mulher de meia idade, com Pós-Graduação em Finanças e adora números. Insiste em dizer que os números não mentem jamais. Nas reuniões de que participa, na alta administração da empresa em que trabalha, é sempre solicitada a explicar as movimentações nas informações dos relatórios financeiros.
Certa feita, em uma reunião, a questão envolvida era a que preço deveria ser vendida uma nova mercadoria que passaria a ser negociada pela empresa. As informações estavam claras, mas os participantes estavam confusos sobre o preço certo. Mais uma vez, Berenice salvou os participantes.
Vejamos os números. Para a compra e venda da mercadoria em quantidade de 100.000 unidades por mês, a empresa incorreria em R$ 1.000.000,00 com Elementos Fixos (aluguel e outros custos de natureza fixa, ou seja, que não se alteram em função da quantidade envolvida). Por unidade comprada, a empresa pagaria R$ 25,00 mais R$ 3,00 de frete e R$ 2,00 de seguro. Além disso, a empresa pagaria comissões de vendas de R$ 1,00 por mercadoria vendida. Esses seriam os Elementos Variáveis.
Os proprietários, que estavam presentes na reunião, posicionaram-se da seguinte forma: Se vamos pagar R$ 1,00 para os vendedores por unidade vendida, nós queremos R$ 3,00 de lucro por produto vendido. A pergunta que se seguiu foi: E daí, Berenice?
Com a maior calma do planeta, ela explicou: Nós incorremos em R$ 1.000.000,00 para comprar e vender 100.000 unidades. Com isso, cada mercadoria custará R$ 10,00 em Elementos Fixos. Acrescidos de R$ 25,00 da mercadoria, R$ 3,00 de frete, R$ 2,00 de seguro, R$ 1,00 de comissões para vendedores e R$ 3,00 de lucro, a mercadoria deve ser vendida por R$ 44,00 (não foram considerados os tributos).
E Berenice arrematou: Todos sabemos que o mercado em que atuamos é altamente concorrencial, com os preços estabelecidos por ele. A nossa margem de influência é pequena, porém, como já encontramos o preço mínimo, o próximo passo é verificar se há demanda para esse preço. Valeu, Berenice! Sucesso a todos!!!!!!!

 João Daniel Quagliato é Consultor em Gestão e Análise Econômico-Financeira de Empresas, Educador Financeiro e professor de Graduação e Pós-Graduação na área de Negócios.

O que você deseja para sua empresa?

Se você perguntar para qualquer empreendedor qual é o desejo que ele alimenta para seu negócio, ouvirá mais ou menos o seguinte: Eu desejo que minha empresa tenha vida longa de forma lucrativa. Em outras palavras, diríamos que ele deseja que seu negócio tenha um crescimento sustentável.

Para isso, ele precisa considerar alguns pontos importantes no dia a dia do negócio. A seguir, elencaremos apenas dois deles, que acabam sendo o pensamento dominante quando o objetivo é somente AUMENTAR LUCRO.

#1. Aumento de Receita: Este item, que no passado era medido de forma quantitativa, atualmente é considerado de forma qualitativa. O esforço para o aumento de sua receita simplesmente pela quantidade vendida é um indicativo a que se mude a estratégia da empresa. Somente aumentar a receita não garante longevidade do negócio. Procure responder à seguinte pergunta: O que minha empresa está fazendo para melhorar as condições dos clientes?

#2. Redução de Custos e Despesas: Este é um dos itens preferidos dos empreendedores. Pensemos na seguinte equação: Receita menos Custos é igual a Resultado. Com isso, quanto mais a receita cresce, mais o lucro aumenta, ou, então, diminuindo-se custo, o lucro aumenta. Pensar dessa forma simplista costuma dar resultado quando os custos e as despesas da empresa ocorrem de forma equivocada, ou seja, sem nenhum tipo de controle. Quando se pensa em aumentar o lucro da empresa dessa forma, quem ganha com isso? O cliente? Não. Ganha somente a empresa que vende.

É evidente que os dois itens acima são elementos importantes quando da apuração do resultado da empresa, mas não devem ser considerados apenas quantitativamente.  Na receita, por exemplo, qual é o nível de satisfação do meu cliente quando adquire os meus produtos ou serviços e na redução dos custos e despesas? E a utilização de outra matéria-prima está reduzindo a qualidade do produto? Estou utilizando, para operacionalização da estrutura organizacional do negócio, capital com custos compatíveis? Sucesso!!!!!!!